A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 17/05/2021

Na obra “Choque do presente: quando tudo acontece agora”, Douglas Rushkoff cita o termo “cultura do imediatismo” e o define como um sentimento superficial e impulsivo presente na totalidade social. Tal apontamento se torna, de fato, uma característica marcante da sociedade, visto que ao não adquirir conhecimento básico sobre como administrar suas finanças, o indivíduo perde a possibilidade de tomar decisões congruentes, ou seja, se torna impulsivo e imediatista. Nesse viés, a introdução da educação financeira na vida dos brasileiros é imprescindível para que o cidadão desenvolva sua autonomia.

A princípio, não oferecer ao indivíduo meios para o enfrentamento de situações cotidianas se assemelha ao subjugamento. A prevalência desse acontecimento condenatório deixa o afetado sem nenhum tipo de apoio e sem a chance de pensar racionalmente, o que o leva a tomar decisões equivocadas, mas que poderiam ter sido evitadas. Em exemplificação tem-se a obra “Preciosa”, da escritora norte-americana Sapphiere, que narra um acontecimento em que a mãe da protagonista busca, por meio da filha de Clarice, conseguir auxílio governamental. Dessa forma, é notável a importância da educação financeira como uma barreira contra a manipulação dos vulneráis.

Além disso, a possível implementação da difusão monetária traz benefícios não somente para o cidadão em si, mas para todos do seu ciclo pessoal. Certamente, é plausível notar que o crescimento individual, ao ser difundido, faz com que essa ascensão, e os ideais que a causaram, sejam repassados e, consequentemente, sentidos por outras pessoas. Tal observação pode ser encontrada na obra “A rainha de Katwe”, de Tim Crothers, que conta a história de Phiona, uma menina que, ao encontrar no xadrez a salvação de sua família, demonstra para a mãe o poder da educação e da persistência. Nesse contexto, a compreensão monetária, ao mesmo momento que modifica internamente, ao ser propagada, oferece a oportunidade de mudança e aprendizado às outras pessoas.

Portanto, possuir conhecimento sobre a administração financeira oferece aos brasileiros a capacidade de uma escolha justa e, ao se propagar aquilo que foi absorvido, leva a oportunidade de transformação. Diante disso, cabe ao Ministério da Educação, aliado ao Ministério da Economia, introduzir na vida dos cidadãos o contato com a educação financeira, por meio de programas educacionais sobre o tema e a sua importância para jovens, adultos e idosos, a fim de oferecer uma melhor possibilidade de enfrentamento dos acontecimentos diários. Ademais, cabe à sociedade, difundir os aprendizados adquiridos, por meio de ações coerentes e da aplicação da empatia, para que mais pessoas possam levar consigo os benefícios de saber como aplicar e monitorar suas economias. Assim, serão visíveis cada vez menos “preciosas” em nosso meio social.