A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 03/06/2021
No filme brasileiro “Até Que A Sorte Nos Separe”, narra a história de um pai de família que tem sua vida transformada ao ganhar na loteria, contudo, por não saber administrar seu dinheiro acaba entrando em falência. Fora da ficção, infelizmente essa má administração monetária é realidade na vida real, visto que de acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), mais de 60 milhões de brasileiros terminaram o ano com débitos pendentes. Nesse contexto, torna-se imprescindível que haja meios para ensinar os cidadãos sobre a educação financeira, o que resultará em indivíduos com menos dívidas.
Em primeiro plano, vale ressaltar que há uma lacuna na base educacional no que tange à questão da educação financeira. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Sob essa perspectiva, é fundamental que tenha-se conhecimento financeiro sendo ensinado nas escolas, devido à forte influência que o ambiente escolar possui na formação das pessoas, podendo ampliar campo de entendimento dos jovens sobre educação financeira, para que saibam administrar seu dinheiro, e consequentemente sejam adultos livres de dívidas.
Além disso, cidadãos menos endividados possuem maiores oportunidades de investirem seu dinheiro. Dessa maneira, esses investimentos contribuem positivamente, pois por meio do rendimento do dinheiro, tem-se a possibilidade de ganhar mais capital, o que permite à essas pessoas vantagens econômicas.
Logo, medidas devem ser tomadas para que a educação financeira tenha sua devida importância. Para isso, o Ministério de Educação e Cultura (MEC), órgão responsável pela política nacional de educação, deve por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmera dos Deputados, solicitar que haja a inclusão da educação financeira na grade escolar, para que assim os jovens tenham conhecimentos cruciais no gerenciamento de seu dinheiro. Assim, haverá uma redução nos números de brasileiros que encerram o ano endividados.