A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 14/06/2021

O ensino público e de qualidade é um direito constitucional desde 1988, uma vez que a escola contribui ativamente na formação de seres autônomos e capazes. Logo, a educação financeira é uma ferramenta essencial para que os cidadãos brasileiros, ao atingirem sua maioridade, consigam gerir seus lucros de maneira eficiente.

Entretanto, essa premissa não é uma realidade presente no cotidiano, pois a instrução dos indivíduos é limitada, já que o debate acerca dessa temática não ocorre nos centros de ensino. Portanto, urge o aprimoramento do currículo escolar. Em um primeiro momento, é imperativo abordar as sequelas geradas pela privação do saber. Segundo o “Mito da Caverna” do filósofo Platão, homens acorrentados em uma caverna eram capazes de enxergar apenas o reflexo de sombras na parede e, tais pessoas acreditavam que essas imagens indefinidas eram a realidade dos objetos. Em situação análoga à metáfora mencionada, os brasileiros, amarrados à falta de conhecimento, observam os contornos imprecisos do que julgam ser o sistema financeiro e não o compreendem. Desse modo, nota-se que a carência de informação resulta na incapacidade de lidar com o dinheiro, visto que esse assunto continua mistificado.

Sob esse viés, o lapso dos colégios contribui para a perpetuação do endividamento. O embasamento para tal conjectura é uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, em que a curva anual de devedores é crescente. Relaciona-se, também, a esse levantamento uma afirmação proferida por Freud, de que as ações aprendidas na infância refletem na vida adulta. Sendo assim, é possível observar que doutrinar a juventude a planejar o destino correto de seu ganho mensal, considerando as despesas fixas e a criação de uma reserva emergencial — tópicos da educação financeira — é um meio eficiente de conceber uma população economicamente ativa bem-sucedida.

Diante do exposto, conclui-se que cabe ao Ministério da Educação — por intermédio de uma alteração na base nacional comum curricular — fornecer rodas de conversas e debates com especialista, bem como tornar a educação financeira um componente curricular obrigatório, a fim de desconstruir tanto a indiferença dos polos educacionais frente ao problema abordado, tanto quanto melhorar a relação dos adultos com a sua remuneração. Com tais medidas, as mudanças esperadas serão concebidas com êxito.