A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 10/06/2021

No filme brasileiro Até Que A Sorte Nos Separe, é retratada a história de um homem que ganhou 3 vezes na Mega-Sena e faliu a mesma quantidade. Ainda na narrativa, é perceptível a ausência de educação financeira na vida do protagonista, onde o leva a ter prejuízos irreparáveis. Fora da ficção, existem muitos casos como os do filme, onde indivíduos beiram a pobreza por falta de planejamento financeiro, fazendo com que seja necessário que haja meios para implementar a educação das finanças na vida do cidadão.

Primordialmente, ao analisar a nação brasileira, entende-se que o impasse está ligado diretamente á tradição que vem de muito tempo, o empréstimo. Essa ação é o ponto de partida de problemas financeiros de inúmeras famílias brasileiras, isso porque os cidadãos não tem educação monetária para organizar suas economias. De acordo com dados do SPC, um em cada cinco brasileiros possui empréstimo em banco. Parte disso, culpabiliza o Estado por não promover educação financeira desde o ensino escolar, fazendo com que indivídiuos gastem mais do que podem, trazendo assim, a desordem das finanças.

Por conseguinte, a importância da educação monetária faz-se presente. Após os pedidos de empréstimos, os indivíduos se perdem em sua vida financeira, podendo haver a necessidade de outra concessão. Nos dias atuais, essas ações tornaram-se algo normal no cotidiano do brasileiro, havendo assim, a naturalidade dessa problématica. Segundo a “Atitude Blasé” termo proposto pelo sociólogo Simmel, ocorre quando o indivíduo passa agir com indiferença meios ás situações que ele deveria dar atenção. Sob essa ótica, entende-se que o cidadão inclina a adotar essa “Atitude” ao tratar-se da efetuação da educação de finanças na vida de cada brasileiro.

Portanto, é vista a importância de retroceder o quadro atual. É mister que o Ministério da Economia juntamente ao Ministério da Educação, destine verbas com a finalidade de implementação de ensino sobre finanças nas escolas brasileiras, afim de reverter a supremacia da desorganização monetária que impera. Tal ação pode ainda, ser divulgada nas redes de televisão para que mais pessoas possam aprender acerca desse assunto. Paralelamente, é preciso intervir sobre a naturalização presente na problemática, para que assim, seja criada uma sociedade que finalmente passe a entender que essa não é uma ação que poderia ser normalizada.