A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 05/07/2021

A Constituição Federal, de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito ao ensino como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prorrogativa não tem se reverberado com êfase na prática quando se observa a carência da educação financeira no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

A priori, destaca-se como um dos causadores dessa problemática, o pouco debate desse assunto, tanto em ambiente escolar, quanto familiar. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o índivíduo é contruído socialmente a partir de seus aprendizados até a fase adulta. Nesse sentido, se uma pessoa não tem influxo de tal conteúdo no decorrer de sua jornada como cidadão, improvavelmente, tratará de forma prioritária de suas finanças.

Em vista disso, é possível afirmar que esse fenômeno trás diversos malefícios para a sociedade. Segundo o jornal UOL, 41% dos brasileiros em fase adulta fecharam o ano de 2018 com nome negativado, em decorrência de dívidas. Desse modo, evidencia-se que a falta de educação financeira contribuirá menos para o progresso da nação. Além disso, esse fator pode impactar de forma emocional diversas pessoas.

Portanto, para que as pescrições constitucionais não sejam apenas teóricas, mas se tornem medidas práticas, é necessária uma ação mais organizada do Estado. Assim, cabe ao Governo Federal implementar aulas de educação financeira no currículo escolar. O Ministério da Educação por sua vez, desenvolver projetos que visem informar sobre a importância desse assunto, por meio de propagandas em redes sociais, com a parceria de especialistas da área de finanças, a fim de politizar um maior número de pessoas sobre essa temática crucial.