A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 11/07/2021

No filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom”, a personagem principal é viciada em fazer compras e, ao longo do tempo, esse vício acaba levando Becky a falência. Nessa atmosfera, o tema tratado na película abre margem para uma discussão pouco abordada na vida do cidadão: a educação financeira. Dessa forma, pode-se afirmar que a negligência governamental e a abordagem insuficiente desse entrave, pela família, agravam a situação.

Em primeira instância, é relevante abordar o papel do Estado em oferecer um suporte digno a sociedade, mas, infelizmente, os cidadãos carecem desse quesito ao se tratar da instrução financeira. Segundo Milton Santos, é dever do Estado a garantia do bem-estar coletivo. De fato, o que disse o geógrafo, pode ser visto na realidade quando há ineficácia Estatal em investimento de ensino básico, ou seja, na não inserção obrigatória de uma disciplina básica sobre educação econômica e na falta de capacitação de profissionais para excercer tal função. Dessa maneira, não instruindo préviamente futuros indivíduos a um bom preparo financeiro.

Ademais, vale destacar à escassez de questionamento sobre o tema pelos familiares. Segundo Foucault, certos comportamentos e ideias são considerados naturais, por meio de intensa repetição no cotidiano do ser humano. Efetivamente, a linha de pensamento do filósofo, pode ser evidenciada quando não se observa a prática do ensino monetário no âmbito familiar, em outras palavras, os responsáveis ignoram a relevância de se educar financeiramente as crianças ou, muitas vezes, não receberam esse ensinamento para ser repassado, consequentemente, gerando uma falta de autonomia aos filhos e pouco conhecimento sobre como funciona o mercado econômico.

Portanto, ante ao exposto, é perceptível a necessidade da educação em finanças na vivência das pessoas. Sendo assim, é necessário que o governo, em parceria com o Ministério da educação, efetivem essa disciplina na carga horária obrigatória, desde o ensino fundamental, até o ensino médio, por meio capacitação de professores, que poderão educar os estudantes sobre essa questão, com a finalidade de gerar menos sujeitos inadimplentes, mas sim, organizados financeiramente. Somado a isso, a mídia, em parceria com o Ministério da Economia, criem estratégias para introduzir esse assunto no meio familiar, através de minicursos para pais e responsáveis, em conjunto com profissionais de administração, com fito de mostrar como esse aprendizado é significativo para a familía, principalmente, para o cidadão em formação. Só assim, ao contrário de Becky Bloom, os seres humanos poderão consumir sem uma grande preocupação com o endividamento e, consequentemente, a sua falência.