A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 15/07/2021
No filme ´´Até que a sorte nos separe``, é exposto um homem que ganha na loteria, mas, rapidamente, decreta sua falência por causa de gastos excessivos. Embora seja uma ficção, o longa-metragem, infelizmente, assemelha-se a realidade de muitos brasileiros que, devido a falta de educação financeira, tornam-se inadimplentes. Por isso, é essencial analisar a importância desse aprendizado para a autonomia e o progresso cívico da sociedade.
Em princípio, o ensino sobre finanças é benéfico para o livre-arbítrio do cidadão. Segundo o filósofo Jean-Paul Sartre, o homem está condenado a ser livre e, paradoxalmente, essa liberdade o condena a fazer escolhas. No entanto, em mundo capitalista, essa máxima é ignorada e, constantemente, o homem é manipulado para gastar seu dinheiro com bens banais como se fosse uma escolha própria. Nesse sentido, a educação financeira age como ferramenta para devolver a verdadeira autonomia, defendida por Sartre, ao indivíduo, visto que o conscientiza sobre as reais necessidades humanas e rompe com o consumo desenfreado que, futuramente, pode endivida-lo. Logo, nota-se que esse aprendizado pode impedir que o consumismo cative o brasileiro a um padrão de vida insustentável.
Ademais, esse tipo de conhecimento tem bons resultados para coletividade. A esse respeito, em uma reportagem chamada ´´Senhores da fome``, o jornalista Roberto Cabrini e a comunidade do nordeste brasileiro denúncia um esquema fraudulento, no qual certas empresas desviavam dinheiro das merendas escolares e, com isso, muitos alunos não tinham acesso à alimentação. Nesse panorama, percebe-se a importância de democratizar a educação financeira, já que ela ajuda o cidadão avaliar, criticamente, com está sendo utilizado os impostos, em outras palavras, esse conhecimento qualifica, de certa forma, o indivíduo para identificar possíveis corrupções, como foi o caso do esquema das merendas. Desse modo, infere-se que esse ensino é uma arma contra o uso ilegal da verba pública.
Dessa maneira, conclui-se que é imprescindível democratizar a educação financeira no Brasil, A fim disso, o Ministério da Educação, junto ao Estado, deve ampliar para toda sociedade um projeto chamado ´´ Futuro na mão`` - uma medida do Poder Público de educar, financeiramente, crianças e adolescentes através da inserção dessa disciplina na grade escolar. Isso deve ser feito por meio de palestras, divulgadas nos sites oficiais do governo, que abordem temáticas importantes para o desenvolvimento financeiro e social de adultos e idosos, como, por exemplo, a aplicação dos impostos na melhoria da infraestrutura urbana e rural. Posto isso, espera-se que essa educação tenha impactos positivos na autonomia e no progresso cívico da sociedade brasileira.