A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/07/2021

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a educação financeira apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da omissão escolar, seja pela imprudência jsocial. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de pleno funcionamento da sociedade.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a omissão escolar presente na questão.Para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange à educação financeira dos cidadãos, percebe-se a forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo às salas de aula conteúdos que ajam na resolução da questão. Dessarte, é imprescindível que ocorram mudanças nas grades educacionais para reverter o panorama negativo ligado ao ensino financeiro.

Outro ponto relevante, nessa temática é a imprudência social. Conforme dito pelo filósofo Pierre Bourdieu: “ todo grupo social afirma-se a partir da diferenciação com outro, e, por isso, os grupos dominados não buscam superar as desigualdades, mas acender coletivamente”. Posto isso, pode se relacionar a frase a maneira inconsequente que a parcela com menos poder aquisitivo deixa de controlar despesas e poupar, por buscarem a inserção em um padrão de vida considerados ideais, mesmo que isso envolva o endividamento pela compra de um carro ou roupa da moda, por exemplo. Por conseguinte, a irresponsabilidade dos indivíduos guiados pela lógica capitalista ameaça a sua segurança monetárias e fomenta o problema.

Torna-se evidente, portanto, adoção de medidas que atenuem o problema da falta de educação financeira. Dessarte, cabe ao Ministério da Educação, por meio da alteração da Base Nacional Comum Curricular, implementar uma matéria escolar de ensino monetário que seja obrigatória E envolva o estímulo do controle de gastos, por exemplo, para orientar os jovens em formação. Ademais, o Ministério da Economia deve, por intermédio da proposta de debates e palestras, gratuitas, sobre conscientização monetária, promover reflexão sobre a compra de bens materiais e métodos para roubar assobiar as camadas mais pobres. Assim, O Brasil será um país que beira a devida importância a questão da educação financeira.