A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 16/07/2021

No livro “A Metamorfose”, de Franz Kafka, o protagonista trabalha demasiadamente, a fim de quitar uma dívida que sua família tem com o seu patrão. A história, assim, retrata uma situação muito comum, o endividamento do cidadão, que, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), atinge 41% da população brasileira e poderia ser evitado, em parte, pela educação financeira. O investimento em tal educação é de extrema importância, pois contribuiria pra o desenvolvimento econômico, mas precisa estar associado a outras políticas de combate à pobreza.

Primeiramente, a educação financeira poderia aumentar o crescimento econômico do páis e, assim, melhorar a vida do cidadão. Ao aprender práticas de controle de gastos, os indivíduos poderiam poupar mais dinheiro. Isso aumentaria a oferta de crédito nos bancos e, pela lei de oferta e demanda, diminuíria a taxa de juros, aumentando a quantidade de investimento e, consequentemente, fomentando o desenvolvimento. Assim, é evidente o impacto positivo da posse de conhecimentos monetários pela população para com a econômia.

Porém, apesar deste efeito benéfico, tal educação deve estar associada à políticas de combate à pobreza. Segundo o DIEESE (Departamento Intersindical de Estudos Estatísticos e Socioeconômicos) o salário mínimo, em 2021, deveria ser de pelo menos 5 mil reais para garantir o acesso à moradia, alimentação e saúde de qualidade no Brasil. Em contrapartida, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a renda média mensal é de 2200 reais. Estas informações demonstram a falta de recursos da população brasileira, o que dificulta qualquer tentativa de economizar e de investir o dinheiro que possuem. Dessa forma, qualquer investimento em educação financeira não pode estar isolado, devendo estar associado à políticas públicas de combate à pobreza.

Portanto, é perceptível que, apesar de sua importância, a educação monetária deve vir junto do combate à baixa renda. Para, então, que o Brasil se beneficie destes conhecimentos, é necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, ofereça cursos e palestras sobre o gerenciamento correto dos recursos financeiros aos mais pobres, que receberiam um apoio monetário para a realização de tais atividades, sendo que a verba para este projeto viria da taxação aos mais ricos. Isso não só contribuíria para o crescimento econômico do Brasil como também reduziria a pobreza e a desigualdade social, lançando as bases para uma sociedade mais humana.