A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 24/07/2021
A Constituição Federal, promulgada há mais de trinta anos, assegura a todos os cidadãos o direito à educação. Porém, diferentemente do descrito, nota-se que, no que se refere à educação financeira na vida do cidadão, a lei não vem sendo efetivada. Dessa forma, é fulcral que medidas sejam implementadas, a fim de combater a problemática que tem a ineficiência do Estado e a ausência da consciência social como principais causas.
Cabe abordar, primeiramente, a ineficiência estatal que faz parte desse processo. Para Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Mediante isso, pode-se afirmar que governo capitalista não faz jus ao pensamento hobbiano, quando este não investe em políticas educacionais, as quais ensinem ao indivíduo a necessidade e a importância do consumo consciente e de uma boa administração financeira. Vale ressaltar que o poder público está mais preocupado em gerar capital, não se importando de fato como a sociedade está lidando com a sua renda monetária. Portanto, é mister que o Estado seja mais eficiente em suas responsabilidades.
Em segundo lugar, vale pontuar a ausência de uma conscientização social. O autor da obra “O homem mais rico da Babilônia” descreve em seu livro soluções sábias e muito atuais para evitar a falta de dinheiro, buscando conhecimento e informação em vez de apenas lucro, tornando-se assim cada vez mais habilidoso e consciente. Nesse viés, analisa-se que, em sua grande maioria, as pessoas estão mais preocupadas com o lucro, alienadas a um conceito de apenas gastar, não se atentando às possiveís consequências da falta de educação financeira. Vale lembrar que um saber monetário abrangente à toda população teria evitado, por exemplo, a quebra da Bolsa de Nova Iorque na crise de 29, onde as pessoas compraram muitas ações com uma perspectiva de lucro totalmente falsa , gerando todo um marco histórico. Logo, é notório que a sociedade precisa entender melhor os meios de organização de renda.
Diante os fatos mencionados, faz-se necessário propor soluções para a problemática em questão. Para tanto, o Estado deve, por meio de verbas destinadadas à educação, investir em campanhas publicitárias em televisões e redes sociais para todas as faixas etárias, as quais devem mostrar ao público a importância da administração correta da renda, para que as pessoas se tornem mais atentas ao modo como estão gastando o seu dinheiro. Deve ainda, em parceria com o MEC, implementar em todas os institutos educacionais- escolas, faculdades ou centros técnicos- palestras obrigatórias sobre educação financeira, para que não somente as crianças, como também jovens e adultos tenham acesso à maiores informações do tema. Sendo assim, o Brasil se tornará mais consciente financeiramente.