A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 28/07/2021
No final do século XV, surgiu na Europa o sistema capitalista, impulsionado pelas ideias calvinistas de valorização do trabalho e da poupança. Na contemporaneidade, essas ideias refletiram na forma de a sociedade lidar com o dinheiro, e a evolução desse cotidiano exibe problemas como o endividamento de algumas famílias brasileiras. Diante disso, é evidente o desafio para combater essa circunstância, que é agravada tanto pela grade curricular incompleta no ensino básico quanto pela ineficácia de ações políticas.
Em princípio, é imperativo pontuar que o atual sistema educacional é um dos agravantes da falta de educação financeira no Brasil. Isso decorre pelo fato da grade curricular do ensino básico não englobar noções básicas de economia e finanças, como os conceitos de reserva de emergência e endividamento. Com isso, os brasileiros crescem sem aprender a como lidar com o dinheiro e ficam mais propensos a sofrerem em momentos de crise econômica.
Nesse sentido, verifica-se a necessidade de mudanças no currículo das escolas visando maior domínio das finanças pessoais por parte dos cidadãos. Ademais, no contexto relativo à questão pública, a falta de esforços do Estado é um grande empecilho para a garantia do bem-estar econômico da sociedade. Prova dessa debilidade são dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), que mostram que aproximadamente 61 milhões de cidadãos começaram o ano com alguma dívida, o que exibe a atual gravidade do problema. Logo, é indispensável maior engajamento por parte das autoridades competentes para resolver o problema do endividamento no país.
Portanto, mudanças são necessárias a fim de consolidar uma mentalidade social que valorize a saúde financeira no Brasil. Como medida de longo prazo, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por todo o sistema de ensino, garantir condições favoráveis ao acesso à educação financeira pelos cidadãos, por meio de uma reformulação da grade curricular básica capaz de inserir conceitos fundamentais de economia. Além disso, como medida de curto prazo, compete ao Governo Federal intensificar investimentos em projetos sociais que contemplem essa questão.