A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 03/08/2021

A Terceira Revolução Industrial foi um período marcado por inúmeras inovações tecnológicas e consequentemente, o consumismo. Sob esse viés, no Brasil, a educação financeira é demasiadamente negligenciada, prejudicando consideravelmente a vida dos cidadãos. Dessa forma, tal desinteresse de conscientização provoca a má distribuição monetária, como efeito, o consumismo.

À vista desse problema, é conveniente destacar que o dinheiro é mal administrado na sociedade contemporânea. De acordo com dados do Banco Mundial, apenas 3,64% da população brasileira economiza pensando no futuro. Em virtude disso, grande parte da sociedade verde-amarela passa a vida em débitos alarmantes, o que coloca o Brasil entre os países com menores índices do mundo, sendo a maior média países da América Latina.

Ademais, os brasileiros pensam em comprar bens que poupam valor pois não sabem quanto o dinheiro irá valer no dia seguinte, já que pode mudar por causa da inflação. Porém, tal pensamento fazia sentido antes da implementação do Plano Real, mas infelizmente, ainda norteiam o pensar consumista atual. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capital (ANBIMA), em 2017, cerca de 75% da população não fez nenhuma aplicação financeira, o que os tornou reféns da previdência social mais uma vez.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. É dever do Ministério da Educação inserir aulas sobre o mercado financeiro na grade curricular de todas as escolas do país. Isso deve ser feito da base até o ensino médio, pois assim as crianças irão crescer em contato com o dinheiro e sua importância e aprenderão a administrá-lo de forma correta, poderão fazer aplicações e sairão do débito permanentemente, colocando o país entre índices maiores. Somente assim, os cidadãos entenderão a importância da educação financeira em suas vidas.