A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 05/08/2021

Consoante o educador brasileiro Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma, sem ela tampouco a sociedade muda. Nesse viés, a educação financeira na vida do cidadão é uma problemática a ser resolvida, motivada pelo ensino deficitário das instituições educacionais e, também, por uma sociedade consumista. Portanto, são necessárias medidas governamentais e midiáticas para solucionar esse impasse e trazer à tona a importância da educação financeira na vida do cidadão.

A priori, vale ressaltar que a não abordagem do tema nas escolas é um fator relevante desse problema. Nesse contexto, o livro de Provérbios, da Bíblia Sagrada, afirma que quando uma criança é ensinada em qual caminho deve andar, ainda quando for velha, não se desviará. Ou seja, os alunos precisam ter conhecimento sobre finanças desde pequenos para que ocorra a formação de pessoas capazes de organizar a vida financeira, resultando em um menor número de inadimplência, por exemplo, além de um estilo de vida melhor. Para isso, é necessário que as escolas, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), criem mecanismos de ensino que instruam a como ter controle financeiro.

Paralelo a isso, é elementar abordar a negligência da educação financeira na vida do homem, resultando em um povo consumista. Nessa esfera, a canção “Bilionaire” do cantor americano Bruno Mars narra a vida de gastos que o indivíduo terá quando for bilionário. Não distante da produção musical, o ser humano tem vivido um padrão de vida cada vez mais dispendioso, uma vez que é bombardeado de propagandas, filmes e realitys show que corroboram com a prática de comprar produtos apenas por vaidade. Sendo assim, cabe a mídia promover campanhas que abordem essa temática de maneira descontraída para reduzir o consumismo.

Logo, pode-se inferir que não discorrer sobre educação financeira nos colégios e a existência de uma comunidade consumista são fatores expressivos dessa problemática e carecem de soluções. Para tanto, cabe ao Estado, por meio do MEC, a inclusão da disciplina educação financeira no currículo escolar, com o objetivo de instruir financeiramente as crianças para a formação de adultos mais conscientes de sua realidade econômica. Além disso, a mídia, por intermédio das redes sociais, deve propagar campanhas de cunho educativo, a fim de alcançar todos os públicos e dissertar sobre a importância da educação financeira na vida do ser humano, com o intuito de promover mais qualidade de vida ao consumidor e diminuir o número de inadimplentes do país. Então, a sociedade poderá ser transformada, conforme o pensamento de Paulo Freire.