A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 10/08/2021

Na comédia brasileira “Até que a Sorte nos Separe”, é retratada a vida e as dificuldades de uma família que, alguns anos após ganharem na loteria, entram em falência devido ao gasto excessivo e desnecessário do dinheiro. Mesmo que de forma humorística, o longa traz à tona um tema que reflete a realidade da maioria dos brasileiros: a falta de educação financeira, problema que ultrapassa regiões e classes sociais. Esse cenário é fruto tanto das pessoas não conseguirem controlar o dinheiro, quanto à falta de seu ensinamento nas escolas.

Em primeira análise, o pensador Thomas Hobbes afirma que, “o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população”, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Sob esse viés, é fulcral pontuar que a falta de projetos que envolvam educação financeira derivam da baixa atuação do Estado no que tange à criação de mecanismos que visam melhorar a compreensão sobre como poupar os gastos, investir melhor ou ter um controle financeiro, o que gera uma desinformação por parte da população e o desemprego. Analogamente, de acordo com dados obtidos pelo IBGE, “a alta demanda por conteúdo relacionado à educação financeira é um reflexo da crise econômica que atingiu o país nos últimos anos e, até novembro do ano passado, ainda deixava de saldo quase 12 milhões de desempregados.”

Faz-se mister, ainda, relevantar que a educação financeira é importante para estimular o desenvolvimento econômico e bem-estar das sociedades. Segundo o filósofo Immanuel Kant “o homem é produto de sua educação”. Nesse contexto, a ausência desse direcionamento impossibilita a formação do senso de responsabilidade financeira e de planejamento pessoal, causando efeitos ao decorrer de sua vida, como a criação de dívidas e sensação de irrealização em suas metas pessoais. Por essa razão, os programas que fornecem instruções sobre finanças e melhor uso do dinheiro são imprescindíveis.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável pela elaboração e execução da Política Nacional de Educação (PNE), juntamente com o Ministério da Economia - por meio de verbas governamentais, inserir a disciplina de Educação Financeira nas escolas, com a disponibilidade de professores economistas, para que crianças e jovens tenham, mesmo que de forma facultativa, acesso a conhecimento sobre educação financeira, instruções de como ter um melhor uso do dinheiro, fazendo com que desde cedo o brasileiro adquira maturidade e independência econômica. Assim, os problemas financeiros como os da comédia brasileira serão amenizados no país.