A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 12/08/2021

Na composição “chopis centis” - do grupo mamonas assassinas - é descrito um comportamento cada vez mais comum da sociedade brasileira no trecho “minha felicidade é um crediário nas casas bahia”. A música descreve o contexto nacional atual, no qual muitos habitantes do país possuem o hábito de comprar produtos parcelados, contribuindo cada vez mais para o consumismo desenfreado e posterior, endividamento. Nesse ínterim, é notório a importância da educação financeira na vida da população, visto que observa-se a deficiência deste  ensino, além do incentivo excessivo da mídia ao consumo em massa.

Sob essa óptica, vale abordar a frase do ativista social Nelson Mandela,  “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Indubitavelmente, o Estado vem falhando na prestação adequada de matérias que tenham o cunho financeiro nas escolas, um efeito disso, conforme dados da pesquisa de endividamento e inadimplência do consumidor, cerca de 70% das famílias terminaram o primeiro semestre de 2021, inadimplentes. É inaceitável que em pleno século 21, a maior parte das instituições de ensino ainda sejam  negligentes quanto ao ensino da manutenção da vida financeira dos cidadãos que estão formando para a vida adulta. Logo, é crucial a reversão do cenário.

Paralelamente ao descaso das entidades educacionais nessa questão, é fundamental o debate acerca do papel desempenhado pela mídia, sendo esta, a principal incentivadora do consumismo desenfreado, principalmente, por meio de propagandas. Nesse sentido, cabe ressaltar o  pressuposto da escola de Frankfurt, no qual o consumidor é apenas o objeto da mídia, esta por sua vez, utiliza-se de mecanismos culturais visando apenas a obtenção de lucro. Logo, a alienação midiática faz com que para suprir prazeres momentâneos, os consumidores que foram negligenciados pela ausência de informações acerca da educação financeira venham a ser prejudicados pela obtenção de bens de consumo que não precisariam, assim como, muitas das vezes não possuem nem como arcar com o valor do produto. Destarte, faz-se necessário uma mudança de postura dos meios midiáticos.

Urge, portante, que medidas sejam tomadas para minimizar a problemática. É fundamental que o Ministério da Educação, insira na grade curricular do ensino fundamental e médio, a matéria educação finaceira, promovendo aulas periódicas com profissionais especializados na área financeira, por exemplo, o educador Thiago Nigro, além disso, é importante a promoção de minicursos para a família, visando ensiná-los a melhor forma de lidar com suas finanças. Ademais, cabe ao ministério da economia informar o corpo civil dos riscos do endividamento, por meio de suas mídias sociais e demais plataformas informativas, dessa forma, o entrave da desinformação será contido.