A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 12/08/2021
A obra cinematográfica “Delírios de Consumo de Becky Bloom” retrata a vida de uma jovem que, por não possuir educação financeira, se torna uma consumista compulsiva. Com essa abordagem o filme revela os malefícios ocasionados pela falta de administração monetária. Hodiernamente, fora da ficção, muitos brasileiros enfrentam situações semelhantes o que corrobora ao atraso economico populacional e prejuízos mentais às vítimas do consumismo. Dessa forma, pela negligência governamental, além da influência das mídias, essas consequências se agravam na sociedade brasileira.
Com efeito, a negligência governamental, no que tange à educação financeira, é um dos fatores que fazem com que essa prática não se efetue. Nessa prerrogativa, a escassez de projetos sociais que visem à inserção do controle de finanças na grade curricular das escolas contribui para precariedade desse setor econômico e para o aumento de oniomaníacos. Dessa maneira, parte da população não usufrui de conhecimentos voltados à administração usuária expondo o indivíduo à doenças psicológicas, devido ao consumismo obcecado. No entanto, apesar de a Constituição Federal de 1988 assegurar que à educação deve promover e qualificar o cidadão para o exercício da cidadania, essa lei vigorá de forma ineficaz, visto que nas escolas não há matérias voltadas à supervisão monetária.
Nota-se, outrossim, que influência das redes de telecomunicação é um fator preponderante na constância desse dilema. Nesse aspecto, comerciais televisivos que incentivam uma sociedade de consumo, além dos interesses industriais nas mídias, contribuem para relativização da educação financeira na esfera social. Por conseguinte, a população não concretiza seus objetivos financeiros sem se endividar, devido ao intenso apelo ao consumismo imposto pelas propagandas. Desse modo, a dívida pública e a alienação social só tende a crescer. Nesse contexto, a influência das indústrias nas redes, ao colocarem seus interesses em detrimento do bem-estar social, concorda com Owerll quando afirma que a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa.
Portanto, vistos os fatos que contribuem para desvalorização do ensino financeiro, é mister uma ação governamental e midiática. Diante disso, o Ministério da Educação deve intensificar o investimento de verbas voltadas para educação monetária, por meio da inserção dessa disciplina na ementa das escolas públicas e privadas. Para tal, devem ser contratados profissionais qualificados como, economistas e contadores, com o objetivo de gerar indivíduos economicamente conscientes. Ademais, cabe ao Ministério das Comunicações criar propagandas, com o intuito de diminuir a influência da indústria de consumo na população. Logo, diferente de Beck, as pessoas já não sofrerão com o consumismo compulsivo.