A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 12/08/2021

Ao passo que os estudantes terminam o Ensino Médio sabendo realizar complexas equações ou até mesmo análises morfofisiológicas dos vegetais, sequer sabem lidar com o dinheiro. Porém, tal desconhecimento é dissonante ao mundo capitalista do século XXI e deve ser combatido. Portanto, é fundamental que a educação financeira seja ensinada de modo rigoroso e obrigatório nas escolas, já que esse aprendizado é necessário para o cotidiano dos cidadãos e também para visar melhores condições socioeconômicas no país.

Primeiramente, é importante destacar que diversos conteúdos abordados no modo tradicional de ensino são desúteis ao futuro dos estudantes, simultâneamente em que assuntos fundamentais são ignorados. Segundo o filósofo John Dewey, o processo educacional deve ser pragmático, ou seja, deve ser embasado naquilo que possui aplicação prática no cotidiano. Ora, diante desse pensamento é viável dizer que na sociedade contemporânea, em que o dinheiro possui forte influência sobre os indivíduos, não prezar o ensino da educação financeira é tornar os indivíduos despreparados para lidar com as situações recorrentes do dia a dia, como o pagamento de  impostos, realização de investimentos, reserva de dinheiro etc., o que é extremamente problemático.

Outrossim, ter uma população responsável e consciente quanto ao âmbito econômico é uma possibilidade para melhores condições no país. Conforme uma pesquisa publicada no jornal “O Retrato”, 30% dos consumidores realizam a compra de produtos excedendo seus limites de crédito, ao passo que de acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito, 62,8 milhões de brasileiros terminaram o ano de 2018 com o nome sujo. Esses dados reforçam que a população brasileira tem feito uma má utilização do dinheiro, o que pode ser em parte explicado pelo pensamento de Dewey, posto que os cidadãos não possuem ciência de como lidar com tal, caso tivessem, fariam uma melhor gestão e não se encontrariam em situações negativas como essa.

Logo, faz-se mister que a educação financeira seja incorporada às escolas, dado que esse conhecimento é fundamental para a vivência na contemporaneidade e a falta desse é responsável por refletir dados catastróficos quanto à realidade dos brasileiros em se tratando do âmbito econômico. Dessa forma, é indispensável que o Ministério da Educação, por meio da inclusão de uma disciplina exclusivamente dedicada aos estudos financeiros à Base Nacional Comum Curricular, forneça aos estudantes os aprendizados necessários para que se possa solucionar e encarar as mais diversas situações do cotidiano, visando assim, a formação de brasileiros preparados para lidar com questões econômicas, o que, futuramente, pode refletir em melhores condições no país.