A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 12/08/2021

O romance “Utopia” - criado pelo escritor inglês Thomas More no século XVI - retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Sob essa ótica, a obra fictícia de More mostra-se distante da realidade hodierna no tocante a falta de conhecimentos sobre a importância da educação financeira na vida do cidadão, a qual visa auxiliar os indivíduos no consumo consciente. A partir disso, a negligência governamental e a falta de conscientização social são percebidas como agravantes do impasse.

Em primeiro plano, evidencia-se a ineficiência do governo na garantia e na manutenção do bem-estar da população. Com isso, tendo em vista o ideal do filósofo John Locke, cuja base é o Estado como provedor de direitos sociais, como educação de qualidade, é notável a negligência governamental disposta em solo e o descaso com a população, a qual é restringida das virtudes fundamentais presentes na Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), que garante a toda sociedade o direito à instrução em grau elementar e fundamental. Logo, é evidente a incompetência da máquina administrativa da nação, uma vez que ela não cumpre seu papel de instruir a sociedade.

Ademais, é perceptível a falta de conscientização social na atual década, visto que muitos cidadãos são diariamente motivados  a consumir produtos dispensáveis do cotidiano. Nesse contexto, segundo o naturalista Lamarck, o ambiente em que o indivíduo está inserido o influencia e o modifica. Destarte, o pensamento do estudioso coloca em evidência a característica humana de ser manipulado, na medida em que a má influência midiática induz o ser ao ato do consumo desnecessário. Tal fato ocorre, pois a lacuna de informações básicas presentes em âmbito social configura a falta de consciência perante a importância da educação financeira para o desenvolvimento social.

Portanto, faz-se necessário a resolução da problemática para o progresso da pátria. Assim, cabe ao Poder Executivo, especificamente ao Ministério da Educação, órgão com instância máxima da administração educacional do país, a implementação da educação financeira na grande curricular de todas as escolas do território brasileiro. Além de providenciar com as Secretarias estaduais de educação, campanhas, mediante verbas destinadas do cofre público, que alertem e conscientizem a população perante a importância da educação financeira, com o intuito de garantir os direitos da população e estruturar a formação de uma “Utopia”.