A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 14/08/2021
O filme “Até que a sorte nos separe” retrata a história de um casal que por não saber administrar corretamente uma herança familiar, vai à falência. Bem como na obra cinematográfica, milhares de cidadãos têm sua vida afetada em decorrência da falta de educação financeira ao longo de sua vida. Sob esse viés, a existência de uma sociedade consumista e a ausência de educação monetária na base educacional dos indivíduos contribuem para o problema.
Sob tal perspectiva, vale salientar a existência de uma sociedade consumista. O filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom” retrata a vida de uma jornalista que sofre por ser consumista e, por isso, assiste a própria vida econômica, social e profissional ruirem. Analogamente, as pessoas sentem a necessidade de possuir sempre novas aquisições mesmo que sem necessidade. Desse modo, acabam adquirindo dívidas a longo prazo e que muitas das vezes não conseguem arcar. À vista de exemplo, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), quase a metade da população adulta do país estava com o nome sujo em 2018.
Somado a isso, a falta de educação financeira nas escolas é outro entrave que corrobora para a problemática. Segundo o educador brasileiro Paulo Freire, se a educação sozinha não se transforma, sem ela tampouco a sociedade muda. Nesse sentido, a visão do autor dialoga com a realidade, uma vez que sem a base de uma educação monetária na sociedade, o número de inadimplências irá crescer cada vez mais, exatamente pelo fato de que as pessoas não são ensinadas a como organizar suas finanças e sua vida econômica. Logo, nota-se a necessidade de mudar tal cenário.
Urge, portanto, medidas para atenuar esse revés no país. Dessa forma, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Educação, introduzir na grade curricular das instituições a disciplina educação financeira, com o fito de que os indivíduos sejam instruídos financeiramente desde a juventude e se formem adultos capazes de organizar sua vida econômica conscientemente. Assim, situações como a do filme “Até que a sorte nos separe” se erradicarão da sociedade.