A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 16/08/2021

A comédia brasileira “Até que a sorte nos separe” retrata a vida e as dificuldades de uma família, que poucos anos depois de ganhar o prêmio, foi à falência por gastos excessivos e desnecessários. Mesmo de forma humorística, o filme também propõe um tema que mostra a realidade da maioria dos brasileiros: a falta de educação financeira, que espelha diretamente no poder de compra e no controle da dívida.

Previamente, o conhecimento financeiro é o determinante da aquisição pessoal. Nessa lógica, a população brasileira sofre com a escassez de poder aquisitivo por conta de um salário mínimo desatualizado e de uma economia inflacionária, situação que existia desde o governo Juscelino Kubitschek e seu plano de desenvolvimento que culminou na dívida externa. Portanto, os altos preços dos bens de consumo permitem entender os recursos financeiros necessários para a gestão econômica inteligente da população brasileira.

Além disso, é importante destacar que a falta de supervisão financeira é o principal motivo do acúmulo de dívidas bancárias. À medida que o marketing excessivo intensificou o consumismo após a terceira revolução industrial, esse tipo de dívida tornou-se cada vez mais comum. Isso é evidenciado por dados da Federação Nacional das Empresas, mostrando que, em 2018, 62,6 milhões de brasileiros tem o nome sujo. Dessa forma, a alienação do consumidor afeta principalmente a falta de educação financeira dos consumidores e o acúmulo de dívidas.

Por consequência, o debate a partir do aprendizado econômico é fundamental para garantir a formação de consumidores conscientes. O Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Ciência e Tecnologia, deve, por meio de investimentos, promover plataformas online, como sites, canais e páginas de intenção informativa, que além de apresentar dados e estratégias monetárias ao internauta, possuam consultoria gratuita que auxilie e aconselhe o usuário sobre seus investimentos, assim apagando o caráter propagador da desinformação financeira. Espera-se, com essa medida, que cenas como as mostradas em “Até que a sorte nos separe” estejam presente somente nas telas e não mais na realidade social.