A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 16/08/2021

Deve-se colocar primeiramente algumas perguntas acerca do que nos é apresentado. O que está dado, perguntas já respondidas, se não congruem com a realidade, devemos questiona-lás. Por exemplo, textos mostram dados do endividamento no Brasil e afirma que o problema seria uma suposta falta de educação financeira, será que isso se sustenta? A culpa é sempre do indivíduo, do eu, ou será que tem a mão de bancos, grandes empresas e o estado?

Analisando a realidade, vemos que a questão da ‘’educação financeira’’ é mais um mito que culpa a vítima e inosenta o culpado. Vamos aos dados: ‘‘Pesquisas mostram que o endividamento atinge mais as famílias de menor renda. Para as que recebem até 10 salários mínimos, o percentual subiu em agosto para 69,5%, contra 69%, em julho. Em contrapartida, entre as famílias com renda acima de 10 salários, a proporção caiu para 57,8% em agosto, ante 59,1% em julho.’’ Outro dado: ‘‘Segundo pesquisa da CNC, 67% das famílias brasileiras possuem alguma dívida em aberto com bancos, cartão de crédito ou crediário. Inadimplência atinge 25,4 e chega perto do recorde da série histórica.’’ ‘‘Para estudar o crescimento do endividamento, uma pequena vertente na literatura sobre políticas sociais investigou a relação entre créditos e gastos sociais. […] Ligação entre políticas de bem-estar social e endividamento familiar. Quer dizer, em países onde essa assistência social é mais ampla, as pessoas não precisam fazer empréstimos, enquanto em países com uma política reduzida as pessoas precisam se endividar para garantir sua subsistência.’’ Mais uma informação: ‘‘Em entrevista concedida por telefone à IHU On-Line, Cano ressalta como muito do endividamento atual brasileiro tem sua origem nas reformas neoliberais promovidas  na década de 1990.’’ E vemos que essas reformas vêm se intensificando com o atual governo.

Vemos os verdadeiros culpados, os apontados no início do texto: grades empresas, bancos e o estado. A curto prazo, reformas que construam uma assistência social gigantesca são uma solução, porém, a lógica do sistema em que vivemos, controí todas as terríveis situações na vida dos trabalhadores tanto do Brasil, quanto de tantos outros países. Reformas não alteram a lógica do capital e não mudam nada de verdadeiramente importante na vida de 90% da população, reformas não libertam ninguém. Somente a derrubada de uma sociedade, mudança na lógica da produção e da construção/distribuição de riquesas, pode mudar a vida de todos.