A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/08/2021
Na obra cinematográfica “À Procura da Felicidade”, é retratada a situação de um um filho e seu pai, que em meio ao desemprego, faz de tudo pela mudança.Infelizmente, a atual situação do país traduz mais de 5% da população desempregada. Mediante todas as situações, principalmente nas mais adversas, se faz necessário o conhecimento da educação financeira e de suas implicações, sendo imprescindível a prática de tais noções para recuperar-se, manter-se ou ascender economicamente.
É importante pontuar que, independentemente da situação em que o indivíduo está inserido, maior conhecimento e disciplina quanto ao dinheiro, apenas acrescenta. Segundo dados da revista Valor, 97% dos brasileiros afirmaram ter dificuldade com lidar com o seu dinheiro, demonstrando a latente necessidade de maior orientação nesse quesito. Conforme a noção dos diferentes tipos de capital, do sociólogo francês Pierre Bordieu, o capital econômico é intrínseco aos outros, demonstrando tamanho poder nas relações de honra, respeito, e hierarquia, por exemplo. Na situação do Brasil, se faz mais importante do que nunca, embora tardia, a implantação de medidas relacionadas ao financeiro, setor que definitivamente precisa de polimento. A disciplina com aquilo que move o mundo é vital para a perseverança, tanto individual, como geral, e certamente tem o poder de mudar bruscamente milhares, quiçá milhões de famílias brasileiras.
Cabe mencionar que, inevitavelmente, uma das diversas consequências da necessidade econômica implica na exclusão social.Em um país tão desigual, se faz mais difícil proporcionar a universalização do acesso ao conhecimento. Ultrapassando as consequências palpáveis da necessidade, perante o conceito de “Filosofia do Dinheiro”, do filósofo alemão Georg Simmel, o capital gera cumplicidade entre os indivíduos que dele usufruem, ocasionando grande dependência dos mesmos. A tesa do pensador se aplica à conjuntura atual, e aponta aquele que é um dos maiores impecílios da maior popularização da educação financeira. Conclui-se, portanto, que a inclusão social é o instrumento e, simultanemanete, uma das consequências da aplicação prática da maior consciência e sabedoria quanto ao dinheiro, sua prença, e sua ausência.
Portanto, se faz necessário que medidas sejam tomadas. O Estado, enquanto garantidor dos direitos individuais e do todo, deve promover urgentes campanhas de educação financeira, por meio de todos os orgãos competentes e redirecionamento dos altíssimos tributos pagos, visando informar e nutrir a população sobre o dinheiro, a economia, e, consequentemente, apresentar uma solução à gravíssima conjuntura da nação. Essas ações devem superar qualquer barreira de desigualdade social, gerando um ciclo de inclusão àqueles que se afogam na onda da modernidade.