A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/08/2021
No filme “Os delírios de Becky Bloom” a personagem principal é uma jornalista que possui um problema de vício em compras, logo ela tenta controlar a sua vida financeira. Nesse contexto, podemos perceber que o filme claramente assemelha-se com a realidade vivida pelo Brasil, onde a falta de administração do dinheiro e o consumismo excessivo causam crises e endividamento dentro de diversas famílias. Dessa forma, não há dúvidas de que medidas devem ser tomadas para mudar essa situação, a fim de garantir que os cidadãos tenham acesso à educação financeira de qualidade, e que haja uma diminuição na crise econômica.
O percentual de endividados no país em 2020 foi de 66,5%, segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). É o maior patamar de endividamento familiar em 11 anos. A taxa de desemprego no Brasil vem aumentando cada vez mais. Dados do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostram que, em 2020, foram abertas 626.883 micro e pequenas empresas em todo o país. Por isso, a educação financeira é de extrema importância, é preciso ter controle necessário sobre sua renda, identificando com precisão cada gasto feito, economizando e aprendendo como investir, para assim conseguir sair de uma situação de crise. Uma das estratégias é trabalhar a educação financeira desde cedo em escolas, para acostumar os jovens a terem o hábito de cuidar do próprio dinheiro, incorporando pelo resto da vida.
De acordo com o filósofo Karl Marx, a sociedade deveria ser contra as formas de alienação imposta pela classe dominante. A sociedade dispõe de um público alienado em que tem necessidade de consumir exageradamente para saciar e ter prazer, imposto pela mídia e redes sociais como algo inevitável e necessário. Crianças desde pequenas assistem propagandas e pedem para os pais comprarem, pois pensam que precisam do brinquedo para ser feliz, que nem a outra criança estava na propaganda. Dessa forma, é evidente que o vício por compras da população beneficia o lucro das empresas, favorecendo a “classe dominante”, pois para estarem no topo do sistema é preciso ter alguém abaixo. Assim, não é vantagem promover a educação financeira e consumo consciente se a compra desregrada provoca vendas e lucros para os empresários.
Infere-se portanto, que a crise econômica e o número de desemprego podem diminuir caso esses problemas sejam resolvidos. Assim sendo, o Ministério da Economia precisa evidenciar a importância da educação financeira através de campanhas publicitárias, conscientizando a população sobre os malefícios do consumismo. Além disso, é preciso que o Ministério da Educação invista no ensino financeiro nas escolas. Apenas assim, podemos nos distanciar da realidade vivida por Becky Blossom.