A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 16/08/2021

As origens da educação brasileira remetem ao processo de colonização do país. Neste período, a educação era de cunho prinipalmente religioso, porém também abordava outras áreas. Ainda hoje, é inegável a importância da educação para a formação e para a vida do cidadão, com destaque para a financeira. Isto porque, atualmente, o Brasil passa por uma severa crise econômica, o que revela a necessidade de implementação de medidas não apenas financeiras, como também educacionais.

A situação econômica do Brasil é deplorável. Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), aproximadamente 62,6 milhões de brasileiros terminaram 2018 com alguma conta atrasada e com o CPF negativado, o que representa 41% da população adulta do país. Nesse contexto, é valido analisar a maneira como os cidadãos lidam com seu dinheiro sob a perspectiva do sociólogo Zygmunt Bauman. De acordo com Bauman, a sociedade contemporânea é marcada por relações voláteis, constituindo a chamada “modernidade líquida”. Nesse viés, um fator que contribui para as dificuldades financeiras que tantos brasileiros passam é a relação volátil entre o consumidor e seu dinheiro. Conclui-se, assim, que a maneira mais eficaz de melhorar tal situação é o ensino sobre como lidar com o dinheiro.

A educação assume um papel fundamental para a formação do indivíduo e para o desenvolvimento pleno da cidadania. Paulo freire, importante educador e filósofo brasileiro, destacava a relevância da educação como fator de transformação de uma sociedade. Essa perspectiva pode ser aplicada no contexto da sociedade moderna e da educação financeira. Esta última é capaz de facilitar o cotidiano de muitos cidadãos brasileiros, uma vez que promove o gasto com consciência, a organização do uso do dinheiro e bons investimentos. Além disso, ela tem potencial de reduzir a inadimplência, que, conforme o jornal G1, chega a 4,41 por cento na média entre as faixas etárias.

Infere-se, portanto, que a implementação da educação financeira no Brasil é mais do que necessária. Esse processo já vem sendo feito com a inclusão de tal tópico na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), porém ainda não provou resultados. Cabe, então, ao estado - cuja função social é regular a sociedade - formar os professores do sistema público de ensino no tema, por meio de cursos de qualificação profissional, para que eles entendam em detalhes esse tópico e transmitam esse conhecimento aos seus alunos. Somente assim a educação financeira gerará resultados visíveis, transformando a sociedade brasileira.