A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 16/08/2021

É fato que a educação financeira na vida do cidadão é um ensino muito importante haja vista que o mesmo traz vantagens na gestão e controle do capital, entretanto não tem tido muita relevância, muita atenção e nem aparecido na carga horária escolar das instituições públicas e particulares. Sendo assim a sociedade encontra-se atrás do esperado. Devido a isso em 2018, cerca de 41% da população adulta brasileira terminou o ano com alaguma conta atrasada e o CPF negativado.

É de suma importância ressaltar que no Brasil inúmeras pessoas têm seu bem-estar afetado devido à falta de conhecimento e estudo nessa área pois a família ignorou o assunto quando este era mais novo. Sob esse âmbito, os pais deveriam educar financeiramente seus filhos desde cedo para que não venha a se repetir o que aconteceu em 2018. Nessa perspectiva, uma analogia com a educação libertadora de Paulo Freire mostra-se possível, uma vez que o pedagogo defendia um ensino capaz de estimular a reflexão e, dessa forma, libertar o indivíduo da situação a qual encontra-se sujeitado- nesse caso, o risco de se tornarem adultos e sofrerem na administração de seu próprio dinheiro e não saberem como investi-lo.

Cabe mencionar, em segundo plano, que a educação financeira ainda não é uma realidade nas escolas brasileiras pois é muito negligenciada, como é mostrado nos dados divulgados pela Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF Brasil) onde apenas 20% das escolas do sudeste trabalham este conteúdo, sendo que esse ensino já é lei desde o ano de 2017. De acordo com Émile Durkheim, o indivíduo é construído socialmente a partir de suas experiências e aprendizados até a fase adulta. Nesse sentido, se uma criança não é ensinada isso desde pequena, ela também não ira propragar isso no futuro. Dessa forma, formando um grupo muito extenso de pessoas que não sabem lidar com o dinheiro e que consequentemente entram para os dados de 41% citado anteriormente.

Portanto é necessário, que o Ministério da Educação, implemente por meio de leis medidas ainda mais restritivas exigindo a presença da educação financeira na carga horária das escolas e façam campanhas para que os pais também exijam isso. Dessa maneira os alunos saíram da escola já sabendo ao menos o básico para administrar e investir seu próprio dinheiro, e as empresas futuramente contarão com a presença de contratados ainda mais qualificados trabalhando. Assim, observar-se-ia uma população melhor informada e uma diminuição nos casos de dívidas ao final do ano nos dados estatísticos, o que é muito bom para o país, visto que de 15 países pesquisados, o Brasil foi o com pior desempenho no estudo divulgado em maio de 2017 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), um fato a se preocupar.