A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 16/08/2021

A crise economica que assola o Brasil nas últimas décadas, evidenciada através dos mais de 14 milhões de desempregados segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estarítica (IBGE), somada a iminente necessidade de reestruturar o plano educacional brasileiro,  reacenderam as discussões sobre as necessidades da implentação da educação financeira nas escolas do país. Nesse sentido, para compreender melhor o assunto, faz-se necessário analisar aspectos socioculturas de um corpo social que nunca teve a educação como prioridade pelo poder público.

Sob essa ótica, cabe mencionar que, sem um sistema educacional devidamente capacitado, torna-se inviável superar qualquer desafio, seja do âmbito economico, social ou cultural. Aliás, isso encontra respaldo na tese defendida pela pedagogo e patrono da educação brasileiro, Paulo Freire, a qual garante que sem educação a sociedade não consegue mudar.  Entretanto, o  indubitável descaso dos recentes governos no Brasil, que negligenciaram-se diante dos desafios de um sistema educacional arcaico que não prepara os jovens para os desafios da vida adulta, além ter contribuido para a desmotivação dos alunos, fez com que surgisse uma geração de adultos incapaz de lidar com os próprios problemas. De acordo com o SPC, cerca de 62,6 milhões de brasileiros fecharam 2018 com o nome sujo. Essa informação comprova que, de maneira geral, os brasileiros não sabem administrar seu próprio dinheiro, e a recessão economica vigente é consequencia disso.

Também merece destaque, nessa discussão, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que em 2018, definiu que, até o ano de 2020, seria obrigatório o ensino da educação financeira na grade escolar do ensino básico. No entanto, com a pandemia do COVID-19 e a paralisação forçada das escolas, surgiram demandas emergenciais prioritárias, e a implementação desse projeto deve ser adiada.  De acordo com o sociólogo George Santayana, o estudo do passado é essencial para que os erros que foram comedidos não se repitam e que as coisas boas sirvam de inspiração. Nessa perspectiva, é válido mencionar que as nações mais desenvolvidas social e economicamente, como os países nórdicos, por exemplo, possuem uma educação prática e que preza pela preparação de fato dos individuos nela inseridos. Para isso, a educação financeira é de suma importância.

Infere-se, portanto, que diante do exposto, medidas fazem-se necessárias. Nesse sentido, cabe ao governo - detentor dos mecanismos de dominação socioeconomicas - por meio dos recursos públicos, efetivar o ensino da educação financeira nas disciplinas do ensino básico, a fim de garantir que os jovens tenham um melhor e mais amplo domínio sobre o dinheiro e as finanças. Somente assim, o problema seria resolvido e o progresso, alcançado.