A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/08/2021
A Revolução Industrial, no século XVIII, teve uma grande mudança socio-econômica, sucessivamente levando o homem a entender o poder do dinheiro dentro de uma sociedade. No entanto, atualmente, no Brasil, se vive uma instabilidade econômica que pode se relacionar, grande parte, por uma falta da educação financeira na população brasileira. Nesse sentido, é necessário analisar o quadro, intrinsecamente ligado a aspectos educacionais. Não tendo alternativas de inserir projetos em uma educação escassa, e também, deve se atentar aos aspectos sociais, é inacessível a educação financeira se ainda possui familias que não recebem o suficiente para sua alimentação e saúde.
Sob essa óptica, não se pode negar que no Brasil ainda possui grandes obstáculos para implementar essa evolução nos institutos educacionais. Entretanto, é importante entender o porque de uma dificuldade com o conhecimento financeiro desde o desenvolvimento do ser humano. Isso significa que há cidadão que não possui o acesso a meios de aprendizagem. Aliás, que não possuem nem escolas no seu processo de crescimento. Inclusive, de acordo com a Unicef, em 2019, havia quase 1,1 milhão de crianças e adolescentes em idade escolar obrigatória fora da escola no Brasil.
Merece destaque, nessa discussão, a questão social do assunto, o pais vive em uma crise que faz com que muitos não consigam sair da pobreza, o motivo é a falta de acessibilidade, de oportunidade salarial. Há famílias que não possuem uma visão além do que foi dado a elas, uma renda que não supre nem a fome nem a sua saúde. Segundo Lyotard, o que se diz hoje não é pra ser compreendido. Em outras palavras, o conhecimento é utilizado para ser usado a favor ou contra alguém. Nesse sentido, pode-se afirmar que a educação financeira é importânte, mas quando usada de forma adequada. Isso talvez explique por que hoje há empresas que contratam trabalhos terceirizados com um salario tão baixo, uma vez que há cidadão que necessita de receber qualquer quantia para sua sobrevivencia.
Infere-se, portanto, a necessidade de medidas para alterar esse cenário. Assim, cabe ao Estado, cuja função social, é investir no desenvolvimento dos grupos populacionais. Para isso, deve acompanhar, por intermédio de projetos comunitários, como, na fiscalização de alunos presentes em escolas, inclusão de eventos públicos sobre a educação financeira e como sair de dívidas, na ajuda com contratação nos empregos e programas educacionais. Trazendo a finalidade da importância da educação financeira para o cidadão, dando ênfase na população brasileira, e consequentemente, resultando na inclusão social. Com medidas como essa é que se evoluiu no combate à desigualdade econômica.