A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 16/08/2021

A educação finaceira pode ser definida como um processo pelo qual indivíduos aprimoram o entendimento referente a termos e riscos financeiros. Apesar da relevância do tema, no Brasil, não verificamos a existencia de disciplinas que possuam o enfoque de conferir aos jovens estudantes a capacidade de realizar uma gestão planejada, racionada e consciente dos recursos financeiros. A consequência disso enseja, fatalmente, graves prejuízos.

Diante desse cenário, é possível estabelecer que a exiguidade em relação ao ensino da consciência finaceira designa aos jovens da sociedade uma inexperiência referente ao controle e planejamento do capital, uma vez que as instituições de ensino não disponibilizam o direcionamento na grade curricular. Isso faz com que as novas gerações se endividem prematuramente na vida, por não saberem lidar com as despesas e investimentos de forma correta.

Segundo dados do o Serviço de Proteção ao Crédito, publicado em 2018, cerca de 60,2 milhões de pessoas encerraram o ano com o CPF negativado. Um retrato fiel de que a falta deste conhecimento, que não é considerado imperativo, apesar de se tratar de uma cognição essencial para todos, acarreta em ainda mais dívidas e insfufiência de recursos.

Verifica-se que, em uma sociedade onde se é priorizado e incentivado o consumo desregrado, de bens de pouca necessidade ou pertinência imediata, milhões de indivíduos são levados a gastar mais do que arrecadam. Com isso, faltam recursos, e um dinheiro que poderia ser investido, acaba sendo perdido.

Sob essa análise, é fundamental que sejam promovidos pelo Estado seminários, aulas e projetos, ocorridos em escolas e faculdades, que estimulem os cidadãos a lidarem com suas finanças e adquirirem a independência financeira, tendo o conhecimento a respeito de investimentos e ações empreendedoras.