A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/08/2021
Os filmes da saga “Até Que A Sorte Nos Separe”, retratam a vida de uma família que por três vezes se torna milionária mas retorna à pobreza pela irresponsabilidade monetária de Tino. Nesse viés, perante o cenário tecnológico atual em que fala-se tanto sobre investimentos, a educação financeira — que deve ser inserida logo na adolescência — é indispensável na garantia do controle das finanças e a consequente estabilidade econômica do brasileiro.
Primeiramente, o ensino à correta manipulação do próprio dinheiro deve ser iniciado na adolescência, pois, baseado no 4° estágio da Psicologia Genética do filósofo Piaget, é nessa fase que o indivíduo amadurece as características que o acompanharão na vida adulta. Assim, quando analisa-se o fato de que ¼ dos inadimplentes, segundo a Serasa, terem entre 18 e 30 anos, essa educação na juventude se torna fundamental.
E importante destacar que parte da dificuldade encontrada pelas pessoas no manejo dos recursos, é fruto da carga emocional depositada nesta ação. Fato esse, comprovado por uma entrevista feita pelo Datafolha com 2071 brasileiros, os quais 49% dizem evitar pensar em dinheiro para não se entristecerem.
Diante disso, a educação financeira traria mais segurança na manutenção do capital e uma consequente melhora na vida econômica de cada um, pois como apregoado por Thomas Hobbes, “conhecimento é poder”. Portanto, diante do cenário supramencionado, cabe ao Estado disponibilizar a educação financeira aos adolescentes e adultos, por meio da criação de uma disciplina específica no assunto e da promoção de palestras municipais com profissionais da área, financiadas pelos tributos arrecadados da população, a fim de reduzir as desigualdades a partir de uma sociedade economicamente estável, contrária à realidade do protagonista Tino.