A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/08/2021
Na sociedade atual, é de suma importância que a educação financeira esteja presente na vida do cidadão, mesmo que ludicamente. Na ficção, o filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom” descreve o que acontece com uma grande parcela da população brasileira, no qual a protagonista durante todo o longa metragem tem problemas em diversos campos de sua vida devido ao demasiado consumo, juntamente falta de controle e de conhecimento de organização de finanças. Assim, fica claro o papel da informação em geral, entretanto, em especial, a financeira.
Partindo dessa realidade, vale considerar o conceito de modernidade líquida, de Bauman. Segundo o filósofo, na contemporaneidade as relações estão, gradativamente, se tornando mais voláteis, não diferentemente no que se refere ao dinheiro. Sob esse viéis, pode-se afirmar que o indíviduo está mais vulnerável ao endividamento e ao “nome sujo” no banco quando a forma que seu salário é tratado e visto, isto é, a sua relação para com ele, não é sadio, exatamente, em razão da lacuna existente na formação acadêmica básica do ensino público brasileiro. Seguindo ainda o pensamento de Bauman, os seres humanos são impulsinados pelos desejos que também está presente no consumo e a falsa necessidade de estar sempre na moda e ter os modelos mais atuais de tudo promovida por grandes empresas.
Cabe mencionar, também, a Crise de 1929 que trouxe impactos econômicos para todo o globo. Entre os vários motivos que ocasionaram a Grande Depressão um deles foi o descomplicado acesso ao crédito fácil concedido pelo sistema financeiro, o que estimulou o consumo descontrolado, resultando em muitas pessoas em situação de rua e pobreza. Caso fosse ensinado o mínimo de educação financeira nas escolas, possivelmente, isso não teria ocorrido e os ciadadãos teriam o discernimento e seriam capazes de perceber a irrealidade que o governo americano apresentava à eles e que o país estava prestes a quebrar. Nesse sentindo, a população brasileira também não seria seduzida por propagandas de bancos que apenas visam o lucro em cima deles e não teriam mais de 60 milhões de brasileiros com CPF negativado em 2018, de acordo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).
Infere-se, portanto, a necessidade de que medidas sejam tomadas para alterar esse cenário. Isso posto, cabe ao governo introduzir a educação financeira nas escolas, a partir do ensino infantil ao ensino médio pois o ensino é facilitado na fase de crescimento, como nas crianças, por meio da criação de uma matéria que somente irá abordar o tema a fim de diminuir a falta de informação que existe e consequentemente melhorar a situação em que o brasileiro se encontra economicamente. Somente assim, o país poderá se recuperar da crise que se extende desde 2014 mais rapidamente.