A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 16/08/2021

Segundo dados do INDEF, Indicador de Educação Financeira, os jovens brasileiros de 16 até 24 anos são os que apresentam maiores dificuldades e dúvidas em controle de finâncias. A educação financeira na vida do cidadão é essencial e precisa de uma maior visibilidade. A economia faz parte da formação não somente da sociedade, mas como indívduo, além de ser necessário tratar do fato que mesmo o modelo de educação brasileira estar em fase de transição e reforma, o ensino sobre a área de finanças continuar raso em boa parte das escolas.

De acordo com a teoria de Karl Marx, o estudo de uma sociedade deve ser promovido não pelo comportamento dos indivíduos, mas, principalmente, pela situação financeira desta, por possibilitar uma melhor análise prática do grau de desenvolvimento do grupo. Por conseguinte, cursos como contabilidade e administração são considerados da área de humanas por estudarem as relações financeiras e o patrimônio dos indivíduos. Sendo mostrada assim, a importância de uma boa economia para uma melhor formação de uma sociedade, é possível argumentar sobre a considerável notoriedade do dever do cidadão saber lidar com suas finanças para um desenvolvimento tanto pessoal quanto do grupo e este muitas vezes não saber tratar de maneira eficiente com as mesmas, prova disto é o fato de inúmeros adolescentes não saberem nem mesmo como se paga uma conta.

Ainda que o ensino brasileiro esteja sendo reformulado, o tempo de pandemia não colaborou muito para a adaptação do sistema. A reforma do ensino médio exige na grade curricular a matéria geral de economia para os estudantes de forma obrigatória buscando assim um aumento no conhecimento dos jovens na área, porém a pandemia fez muitas escolas atrasarem a mudança continuando com a grade curricular normal onde o assunto economia é simplesmente citado em matéria como sociologia e matemática. Esse atraso leva um prejuízo de dois anos, onde as escolas deveriam estar adaptadas em 2020 mudou para 2022, levando a adolecentes nascidos até 2006 entrarem nas suas vidas adultas sem conhecimento base sobre o assunto de economia/financeiro.

Diante das análises feitas acima, pode-se conluir que a alternativa para busca da amenização da situação tanto dos estudantes, como dos cidadãos já maiores de idade que não tem um conhecimento razoável no tópico, seria o incentivo pela busca tanto autonoma quanto com ajuda sobre o tópico econômico e assuntos dentro do tema, podendo ser promovido o incentivo tanto pelo governo, quanto pelas escolas, na criação de um curso onde se é ensinado a lidar com a área financeira pessoal e possívelmente administrativa, de forma acessível a todos, por um site ou plataforma, por exemplo, promovendo assim a educação financeira e buscando sempre melhoras na área.