A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 16/08/2021

Em abril de 2021 a quantidade de brasileiros inadimplentes era de 63 milhões, 0,7% a mais do que no mês anterior, março. A educação financeira contribui para a diminuição desse número que representa, aproximadamente, 29% da nação verde-amarela. Educar a população para que possam administrar seus compromissos financeiros e ter dinheiro para lazer é fundamental para o desenvolvimento do país.

Diante do cenário apresentado, é importante pontuar que não é um tema comum nas escolas e nem nas famílias. Pesquisa realizada pelo Ibope em 2020 apontou que 21% dos entrevistados tiveram educação financeira até os 12 anos dentro de casa, e dessa porcentagem, 45% não ensina aos filhos a lidar com as finanças. John Kenneth defende que nada prende um ser humano mais do que a falta de dinheiro, ou seja, não ter capital financeiro tira a liberdade de comprar, de pagar contas e de ter momentos de lazer. Esse é um dos motivos do porque a educação financeira faz-se necessária dentro de casa e nas escolas, para que as crianças e jovens cresçam sabendo administrar seu dinheiro.

Outro ponto importante é que, além de diminuir o poder de aquisição da população, também gera uma violência simbólica, que nomeada por Bourdieu é aquela que não é explícita, porém gera constrangimento ou humilhação. Ao gerar uma dívida, o cidadão tem o CPF (Cadastro de Pessoa Física) colocado no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), e muitos comércios não aceitam compras com aquele CPF. Acarretando um envergonhamento que poderia ter sido evitado se houvesse educação financeira desde o ensino fundamental para essa parcela da população. A renda, mesmo sendo um salário mínimo, se bem administrada pode ser usada para cumprir com os compromissos, ter lazer e investir uma quantia - mesmo que considerada pouca - para fazer esse capital financeiro render.

Infere-se, portanto, a necessidade de medidas para alterar esse cenário. O Governo junto com as escolas e participação dos pais devem inserir a educação financeira na sala de aula para que as crianças possam ter contato com o assunto antes de virar um problema. É válido ressaltar que não deve ser um assunto maçante que vai cansar os alunos, mas que eles participem e sejam os protagonistas com questões-problema e atividades que incentivem o pensamento financeiro. Somente com medidas assim é que, de fato, o número de inadimplentes diminuirá.