A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 16/08/2021

O dinheiro está presente no mundo desde a Antiguidade, sendo ele um dos mais importantes recursos do homem diante da sociedade, pois o mesmo, no decorrer da história, representa a possibilidade de adquirir bens materiais e, até mesmo, relações sociais. Paralelo a isso, na contemporaneidade, o capital não é menos importante, uma vez que grande parte das relações do século XXI baseiam-se nele. Entretanto, não são todos os brasileiros que podem desfrutar desse artifício da melhor maneira, dado que a falta de educação financeira permeia a nação. Diante disso, é necessário analisar os fatores que favorecem essa situação.

Em primeiro lugar, é fulcral destacar que a falta de saberes a respeito do dinheiro deriva da baixa atuação dos órgãos governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que impeçam tal recorrência. De acordo com os iluministas Diderot e D’Alembert, autores da “Enciclopédia”, a democratização da educação é fundamental no combate à alienação dos cidadãos, garantindo aos mesmos sua efetiva liberdade. Assim sendo, é evidente que a ausência do ensino acerca de como lidar com o capital nas escolas retrata um dos empecilhos da democratização da educação no país. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura Estatal.

Ademais, vale destacar a desigualdade social como promotora da problemática na sociedade brasileira. Nesse sentido, segundo o poeta Carlos Drummond de Andrade, " no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho." Através deste trecho, denota-se que a discrepância social representa um dos obstáculos da educação financeira, visto que a maioria dos cidadãos despossuídos não dispõem de uma perspectiva mais ampliada sobre a importância do capital. À vista disso, é imprescindível a modificação desse cenário.

Dessa forma, pode-se compreender que o debate acerca da instrução monetária é fundamental para uma sociedade mais competente. Nesse ínterim, cabe ao Ministério da Economia, em parceria com o Ministério da Educação, por meio das escolas, designar verbas para a criação de palestra e workshops sobre o capital na concepção social do século XXI, a fim de conscientizar a população a respeito da importância da educação financeira. Assim, será estabelecida a democratização do ensino, tal como afirma Diderot e D’Alembert.