A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 16/08/2021

Para Mário Sérgio Cortella, filósofo brasileiro contemporâneo, é preciso cuidar da Ética, para que nossa mente não passe a achar tudo normal. Tomando essa sentença filosófica, como ponto de partida para fundamentar uma discussão sobre " A importância da educação financeira do cidadão", vê-se a necessidade de transformações no corpo social. Nesse sentido, cabe analisar de que forma as escolas agravam esse cenário, bem como esclarecer as responsabilidades do Estado nesse processo.

Em abordagem inicial, deve-se observar que a escassez de aulas nas escolas sobre educação financeira  contribui para a vulnerabilização dos indivíduos com a admnistração de sua vida financeira. Por esse ângulo, o olhar problematizador de Cortella atesta a existência de uma realidade a ser desconstruída, na medida em que ações administrativas financeiras dos cidadões brasileiros são providenciadas de maneira incorreta e irresponsável. Aliás, não é atoa que “Cerca de 62,6 milhões de brasileiros terminaram 2018 com alguma conta atrasada e com o CPF negativado, o que representa 41% da população adulta do país”.

Ademais, é importante enfatizar a ineficácia de ações governamentais que visem instruir os estudantes dessas condições que irão enfrentar no futuro. Nesse contexto, ganha voz a percepção filosófica de Aristóteles. Conforme o pensador, é dever do Estado, por meio da política, garantir o bem-estar social. À luz dessa ideia, torna-se notório que as pessoas, desprovidas do conhecimento prévio sobre  educação financeira, tendem a ser prejudicadas, sendo necessário, assim, a presença do governo com ações afirmativas.

Diante dos argumentos supracitados, é preciso concentrar esforços em solucionar o problema da importância da educação financeira na vida do cidadão. Portanto, cabe ao ministério de educação a tarefa de implementar o ensino sobre a educação financeira nas escolas, por meio de atividades diversificadas, como os debates e palestras, com visto a tornar os indivíduos mais cientes sobre a pecularidade do mundo financeiro. De modo complementar, o Ministério de Desenvolvimento Social deve criar campanhas educativas, a serem veiculadas na tv, visando tornar a sociedade mais consciente sobre esse infortúnio. Com tais ações, espera-se solucionar esse entrave, de forma a ser possível vencer o automatismo social.