A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 16/08/2021

A importância da educação financeira na vida do cidadão

Em 1929, os Estados Unidos enfrentou uma das maiores crises econômicas já vivenciadas pelo mundo, conhecida como a quebra da Bolsa de Valor de Nova York, causada principalmente pela superprodução associada ao subconsumo. Do mesmo modo, no contexto hodierno, é possível citar diversos problemas que se relacionam com a economia e, mais especificamente, estão ligados à falta de educação financeira na formação dos cidadãos, devido ao grande tabu existente sobre o dinheiro e à ausência dessa temática no meio básico escolar.

Certamente, uma das questões que impedem a ascensão da educação financeira é o grande tabu que ainda há no mundo associado ao dinheiro, o qual as pessoas relacionam finanças pessoais a sentimentos ruins. Em um estudo feito pelo Banco Itaú, com o intuito de mostrar a relação emocional do brasileiro com o dinheiro, aponta que 97% disseram ter dificuldade em lidar com o próprio numerário e 49% evitam até mesmo pensar no assunto para não ficar triste. Assim, a população passa a apresentar certo receio de instituições monetárias que envolvem as políticas estatais, permitindo a falta de espaço para o reconhecimento da importância de tal disciplina, que é vista, na maioria das vezes, como irrelevante e sem importância.

Ademais, é de extrema necessidade que o ensino financeiro esteja ingressado na grade curricular básica da escola. Segundo o renomado líder do movimento do apartheid Nelson Mandela, a escola é a arma mais poderosa que poderá mudar o mundo, podendo se inferir que esta é o principal agente responsável pela orientação do cidadão, incluindo a formação econômica e inclusão do mesmo no mercado de trabalho, o que acaba influenciando globalmente, já que o mundo todo está interligado através de laços econômicos. Portanto, a educação financeira deve ser aderida no meio curricular das instituições de ensino para que se promova indivíduos independentes, conscientes e autônomos.

Dessa forma, é ináceitavel que esse nocivo cenário continue a perdurar. Portanto, é necessário que o Ministério da Educação em parceria com as escolas, criem um programa que inclua a educação financeira às matérias já presentes na grade curricular, por meio da definição de um horário que possa ser discutido assuntos sobre a formação de cidadãos economicamente conscientes a partir de educadores profissionalmente preparados - que tenham realizado cursos disponiblizados pela direção da escola - para que, assim, haja a real compreensão do valor do uso do dinheiro e a utilização correta dos recursos financeiros.