A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 01/09/2021

“O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós.” Essa afirmação feita por Barão de Itararé, um dos fundadores do jornalismo alternativo na época da ditadura no país, encaixa- se perfeitamente no cenário atual brasileiro, uma vez que a falta de importância que é dada a educação financeira na vida do cidadão mostra-se como um dos nós a serem desenlaçados no Brasil. Assim, seja pela alienação social, ou pela falha no sistema educacional, esse problema é uma importante questão que precisa ser resolvida.

Sob esse viés, é lícito postular que a falta de informação que a população tem sobre a educação financeira é um dos causadores da questão. Nessa perspectiva, Karl Marx teceu diversas críticas em suas obras sobre a atuação governamental em relação a educação cidadã nas sociedades. Em se tratando da irrelevância com que a educação financeira é tratada, é perceptível que as críticas de Marx se fundamentam, visto que o Estado investe minimamente na conscientização e no debate do assunto com o corpo social, causando o endividamento da boa parte da população. Isso pode ser comprovado com dados da SPS Brasil, que mostram que 41% da população adulta do país terminaram o ano de 2018 endividados. Diante disso, é perceptível que esse fator colabora para a não resolução do entrave.    Além disso, destaca-se a omissão escolar como outro ocasionador da questão. Acerca dessa lógica, segundo Paulo Freire, educador brasileiro, a escola deve formar seres críticos e pensantes, verdadeiros cidadãos, e não apenas consumidores de conteúdo. Entretanto, observa-se que as escolas não dão a devida relevância para a conscientização dos seus alunos sobre a importância da educação financeira, pois não debatem a questão dentro do ambiente escolar. Essa lógica pode ser percebida pela falta de ações para informar e conscientizar os jovens como, palestras e debates, já que tais medidas poderiam alertar e ensinar os alunos a lidarem com o dinheiro. Dessa maneira, é inadmissível que as instituições escolares mantenham uma postura inerte diante dessa conjuntura.

É imprescindível, portanto, que a questão seja sanada. Dessa forma, urge ao governo federal, quanto agente responsável por toda a nação, por meio de parceria com escolas e universidades, inclua na grade escolar uma disciplina que aborde a educação financeira, a fim de que os jovens aprendam desde cedo usarem o dinheiro, evitando, assim, que eles se tornem adultos com problemas de endividamento. Além disso, é fundamental que o governo, juntamente com as mídias de grande alcance, promova discursões sobre o assunto em rede nacional para conscientizar o maior número de pessoas possível. Espera-se, com esta ação, que o problema seja minimizado e que esse nó seja desatado com propôs Barão de Itararé.