A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 26/08/2021
Com a queda do Muro de Berlim, instaurou-se o capitalismo como sistema econômico vigente em boa parte dos países desenvolvidos ou em desenvolvimento, a exemplo do Brasil. Atualmente, é nítida a estimulação de compra promovida por mercados capitalistas, o que torna imprescindível a educação financeira acessível e qualificada aos brasileiros. Assim, a adoção do estudo financeiro na base comum curricular pela BNCC é plausível, entretanto, medidas de conscientização de jovens e adultos ainda não foram delimitadas.
Em primeira análise, a compreensão de crianças a respeito da importância do dinheiro e principalmente do seu uso de fórmula correta estimula uma sociedade mais estabilizada. A exemplo disso, no livro A Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire, o autor enfatiza que a educação emerge como prática da liberdade humana. Dessa forma, ao decorrer da formação infantil a criança conseguirá obter livre arbítrio, fazendo julgamentos inteligentes e decisões eficazes em relação ao uso e gestão do dinheiro, por meio da educação financeira estabelecida na base comum curricular.
Entretanto, existe uma lacuna prejudicial à economia do país, pois é de conhecimento geral que jovens e adultos brasileiros não tiveram e ainda não possuem informações suficientes a respeito do ensino financeiro. Haja vista, que 70% das famílias possuem dívidas, segundo dados da CNN, o país atingiu o maior número em onze anos. Portanto, é destacável a falta de administração econômica da população, visto que com a ampliação do acesso à educação monetária maior seria a contribuição e o fortalecimento da cidadania na tomada de decisões autônomas e conscientes.
Por fim, deve-se conservar o início da educação financeira nas escolas, contudo, é necessário solucionar as problemáticas de conscientização de jovens e adultos. A priori, o Ministério da Educação deve promover campanhas nas universidades do país e divulgação de informações, de modo que façam a integração de cursos especializados na área de estudo financeiro - a exemplo do curso de economia, matemática e relações internacionais – com o objetivo organizar movimentos estudantis, visando assim melhorias na forma como investem seu dinheiro. Favorável a essa atitude, o ministério do trabalho em parceria com os bancos públicos - Caixa Econômica e Banco do Brasil - devem promover cursos de educação financeira aos trabalhadores brasileiros. Assim, países capitalistas como o Brasil, saberá fazer bom proveito do mercado consumista consciente e crianças terão futuramente a liberdade financeira através da educação.