A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 30/08/2021
Diante da pandemia do novo COVID-19, vivenciada no último ano pelo mundo todo, é notável que a sociedade foi afetada em diversos parâmetros, sendo a economia um dos setores mais impactados. No contexto nacional, diversas empresas faliram e houve um aumento exorbitante no desemprego, assim, muitos brasileiros encontraram-se sem suas fontes de renda, e, nesse sentido, o controle financeiro foi essencial. A partir disso, a importância da educação financeira faz-se evidente, uma vez que ela pode auxiliar famílias em momentos de crises, além de promover a diminuição da desigualdade social.
É importante ressaltar, em primeiro plano, que ,na sociedade brasileira, se tem a ideia de que educação financeira é apenas para a classe alta, e, por isso, apenas a elite busca estudar e dominar o assunto. Entretanto, essa ideia não é verídica, visto que a consciência financeira apresenta maior relevância às pessoas que possuem menos dinheiro, dado que, com ela, o hábito de polpar é desenvolvido, o que traz melhorias para a qualidade de vida. Consoante à falta de conhecimento financeiro, o famoso trecho: “a minha felicidade é um crediário nas Casas Bahia”, cantado pela banda Mamonas Assassinas, retrata bem a realidade do Brasil. Sob essa óptica, percebe-se que os brasileiros, carentes do hábito de poupar e da visão dos maiores benefícios da compra à vista, optam sempre pelo crediário, o que lhes traz felicidade momentânea, porém, pela má administração do dinheiro, comumente, geram dividas.
Ademais, a existência da educação financeira apenas para uma pequena parcela da população, apresenta significativo papel para a preocupante situação de desigualdade no país. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) se encontra em nono lugar no ranking mundial das economias com as maiores taxas de desigualdade. Diante disso, e ao entender que, quando uma criança estuda sobre finanças na escola, e leva seus conhecimentos para dentro de casa, a família passa a adotar hábitos econômicos saudáveis. Assim, o costume poupar e até mesmo a investir de forma segura é inserido à dinâmica da casa, e, além disso, a melhoria de sua qualidade de vida é promovida juntamente com a busca pela autonomia financeira. Deste modo, com a organização da renda, ocorre a diminuição de pessoas endividadas, e, consequentemente, o aumento da igualdade.
Portanto, diante dos dados supracitados, é perceptível a necessidade da educação financeira para o desenvolvimento de uma sociedade economicamente estável e igualitária. Destarte, o Ministério da Educação – órgão responsável pela administração educação e promoção de um ensino que gere evolução social – deve, por meio de políticas públicas, implantar a educação financeira como matéria obrigatória em todas as escolas do Brasil. À vista disso, os brasileiros aprenderão a economizar e administrar o dinheiro, de modo que a grave desigualdade social brasileira, exibida pelo IBGE, diminua.