A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 31/08/2021
O filme “Até Que a Sorte Nos Separe” retrata a história de Tino, um pai de família, que tem sua rotina transformada ao ganhar na loteria. Em dez anos, o fanfarrão gasta todo o dinheiro com uma vida de ostentação ao lado da mulher, Jane. Apesar de se tratar de uma ficção, o longa expõe a importância da educação financeira na vida do cidadão, recheado de lições práticas de como lidar com finanças e controlar gastos. Logo, a educação financeira no Brasil não se faz presente devido à desigualdade socioeconômica, visto que, é contraditório falar em planejamento financeiro quando não há o que se administrar, como também pela falta de educação financeira nas escolas.
Sob essa perspectiva, é licito destacar a má distribuição de renda como uma das causas do problema. No filme “O Homem que Copiava” é retratado perfeitamente um cenário real de desigualdade que a maioria dos brasileiros vivem hoje, que é a frustração das pessoas que trabalham horas e horas por dia e são muito mal remuneradas. Sob esse viés, a pesquisa da PNUD aponta o Brasil como o sétimo país mais desigual do mundo. Ora, a educação financeira daria a esses cidadãos a possibilidade de melhores condições de vida, o que no Brasil ainda não é o interesse da classe dominante.
Ademais, a falta de educação financeira nas escolas agrava ainda mais esse impasse. Segundo o filósofo Paulo Freire “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Nessa lógica, percebe-se a importância do estímulo da educação financeira nas escolas desde a infância e a permanência desses estudantes no ambiente escolar, pois, a desigualdade forçam as crianças e adolecentes de famílias carentes a evasão escolar para que contribuam com a renda do lar cada vez mais cedo, muitas vezes esses cidadãos não sabem nem ler e escrever, tampouco possuírem conhecimento sobre finanças. Desse modo, a falta de educação financeira nas escolas contribui ainda mais para a situação de vulnerabilidade social existente no país.
Fica evidente, portanto, que medidas sejam tomadas para resolver o problema da educação financeira no Brasil. Cabe ao Ministério da Economia - órgão responsável pela administração financeira da união - por meio dos impostos arrecadados, investir em emprego e educação, bem como bolsa de estudo para alunos de famílias carentes, mediante o bom rendimento escolar para esses discentes poderem frequentarem a escola e concluírem seus estudos, a fim de reduzir a evasão escolar e consequentemente a desigualdade social. Compete ao Ministério da Educação implantar a disciplina de educação financeira na grade curricular, em todos os níveis, do infantil ao universitário, com a finalidade de evitar o consumismo, o endividamento e incentivar o investimento. Feito isso, o planejamento financeiro se tornara presente na vida dos cidadãos.