A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 01/09/2021

Conhecida como ‘‘Cidadã’’, por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição Federal foi promulgada em 1988 com a proposta de estabelecer plena igualdade jurídica entre homens e mulheres no Brasil. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que a educação financeira na vida do cidadão configura-se como uma falha na isonomia, uma vez que há falta de recursos. Sendo assim, percebe-se que a população não sabe gerenciar as finanças e a educação brasileira possuem raizes amargas no país.

Diante desse cenário, a população não saber gerenciar as finanças, mostra-se como um desafio à resolução do problema. Assim como, na Crise de 1929 que foi a maior crise financeira da história dos Estados Unidos, por conta da grande expansão do crédito. Partindo desse pressuposto, é notório, que grande expansão da população não aprendeu organizar e economizar o próprio dinheiro, na maioria das vezes gasta muito capital em produtos caros, com isso gera muitas dívidas. Assim, infere-se que nem mesmo com a crise foi capaz do cidadão saber gerenciar as contas.

Assim como, outro agravante é a educação brasileira. Para entender tal apontamento, é justo relembrar a obra “Pedagogia da Autonomia”, do patrono da educação brasileira, Paulo Freire, na medida em que ela destaca a importância das escolas fomentarem não só o conhecimento técnico- científico, mas também econômia e empreendedorismo. Sob essa ótica, pode-se afirmar que a maioria das instituições do ensino brasileiro, uma vez que são conteudistas, não percebem a importância da educação financeira e, portanto, não formam indivíduos como Freire idealizou.

Portanto, torna-se evidente, que para amenizar o quadro atual são necessárias medidas exequíveis. Nesse sentido, é imprescendível que o Ministério da Educação, por meio de verbas, invista em palestras e aulas sobre empreendedorismo para o ensino fundamental e médio, a fim de uma melhora na organização financeira, para que crianças e adolescentes comecem a entender o básico sobre finanças e não sofrerem com o consumismo e dívidas quando cheguerem na vida adulta, como consequência melhorando a econômia. Dessa forma, urge que as medidas sejam tomadas para que ocorra na prática a Constituição.