A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 02/09/2021
A obra renascentista ‘‘Escola de Atenas’’, sob autoria do pintor Rafael Sanzio, em agraciamento à prévia instituição educacional desenvolvida por Platão, na Grécia, retrata a necessidade de debate e a relevância da comulgação de ideias. Embora muitos séculos tenham se passado desde a criação da tela e vários avanços sociais tenham acontecido, no Brasil atual, as ideias de educação - com destaque para princípios financeiros - e de formação do indivíduo ainda são bem diferentes do eficiente modelo proposto através da pintura de Sanzio. A partir desse contexto, é necessário entender o que ainda impede a valorização do desenvolvimento educacional financeiro brasileiro, bem como o principal reflexo da omissão coletiva em relação a isso tanto para a atual quanto para as próximas gerações.
Com efeito, é imprescindível analisar que a discrepância educativa nos moldes sociais brasileiros no que tange a importância da educação financeira advém da histórica desigualdade social. Isso acontece, porque o desenvolvimento depende da força das instituições estatais, as quais, como afirmado pelo sociólogo Jessé Souza, estão corrompidas pelo patriomonalismo, ou seja, pela cultura de gerir o Estado como um patrimônio privado. Sob essa linha de raciocínio, à medida que a postura política de priorizar interesses pessoais se enraíza, as dificuldades de conduzir o crescimento equatativo educacional, sobretudo, na formação financeira do indivíduo, são acentuadas. Dessa forma, por causa de ensinamentos patrimonialistas, uma parte da sociedade tende a não entender o papel da educação financeira e ignora a importância do acesso a tais conhecimentos.
Ademais, é fundamental entender que em decorrência da precarização da educação financeira em paíse subdesenvolvidos, como o Brasil, declínios econômicos tendem a surgir nos moldes sociais. Ao partir como base o pensamento do ilustre filósofo John Dewey, ‘‘A educação é um processo social,é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida’’, conceito esse proposto em seu livro ‘‘Experiência e Educação’’. Assim, infelizmente, o incentivo ao contato com materiais educativos para entender a importância da educação financeira é apresentado à população como um gasto desnecessário, consequentemente, causando um país sem desenvolvimento educativo.
Portanto, é evidente que a futilização da educação financeira fomenta um quadro de anomia social no Brasil. Assim, é fundamental que o Poder Executivo, mais espeficiamente o Ministério da Educação, disponibilize palestras em todo o país, tal iniciativa ocorrerá por meio da implantação de um Projeto Educativo de Estudo ao Mercado, o qual coordenará um programa educativo informacional entre os jovens. Isso será feito a fim de proporcionar uma melhor vivência daqueles que não carecem de informações sobre o mercado.