A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 02/09/2021

A Constituição federal- legislação de maior hierarquia no país- garante a todos os cidadãos o acesso à educação e a erradicação da pobreza, entretanto, quando o conhecimento monetário não é uma realidade no país , ocorre a quebra do regimento vigente. Posto que a ausência de educação financeira acompanha o desenvolvimento da nação, subjugando a população a problemas econômicos. Isso ocorre ora pela inação estatal, ora pela ação da parcela civil. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.

A priori, é lícito ressaltar que a inércia das esferas governamentais contribuem para a consolidação da ignorância pecuniária no país, uma vez que o Estado não fornece os mecanismos necessários para o combate da problemática. Para o filósofo Immanuel Kant “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Nesse viés, os 70% da população que se encontra em estado de endividamento são reflexos da falta de educação financeira no país. Segundo o jornal G1, a maior parte dos inadimplentes conta com dividas em bancos ou em instituições financeiras, os débitos foram consolidadas perda de emprego, diminuição de renda e hábito de consumo incompatível com seus ganhos, sendo os que contam com menos educação financeiras os mais afetados pela situação, uma vez que não contavam com reservas para tais emergências.

Outrossim, vale postular que a ação da parcela civil contribuem para a consolidação da desinformação monetária no país , de acordo com o jornal Estadão 97% dos brasileiros tem dificuldades para lidar com o próprio dinheiro e metade evita pensar em dinheiro para não ficar triste. O descontrole financeiro, decorrente da falta de educação financeira, causa enormes transtornos para pessoas, famílias, empresas e consequentemente para o país. Assim, problemas financeiros e o superendividamento são causas frequentes de brigas em famílias e até causa de divórcios.

Depreende-se, portanto, a necessidade de valer a Constituição brasileira, para isso faz-se imprescindível que o Tribunal de Contas da União destine verba para que o Ministério da Educação realize a implementação da matéria de educação financeira nas escolas para estudantes de nível médio, que logo integrarão a população economicamente ativa, com aulas frequentes, os estudantes poderão contar com apoio para lidar de maneira eficiente com o dinheiro, deixando preceitos culturais para trás. Paralelamente, cabe a criação de um curso online que visa atingir a população em idade não escolar, buscando ensinar sobre uma relação saudável . Destarte, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação da Magna Carta.