A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 02/09/2021
O romance indianista “Iracema”, de José de Alencar, evidencia o Brasil idealizado, sem problemas, metaforizado em uma narrativa épica. Entretanto, tal narrativa não está presente no atual contexto social brasileiro, pois a falta de importância dada a educação financeira na vida do cidadão comprova não só a ignorância da população tupiniquim, que acaba por trazer consequências como impactos psicológicos. Diante disso, medidas são necessárias para diminuir os impactos da temática.
Nesse viés, é válido ressaltar que a música “Homem Primata”, da banda Titãs, diz “homem primata, capitalismo selvagem”, fazendo uma crítica ao sistema político-econômico vigente no Brasil. Desse modo, esse modelo econômico estimula o consumo exacerbado e sem controle, o que pode causar o endividamento de muitas pessoas. Logo, a falta da educação financeira prejudica a coletividade, já que muitos indivíduos não tem a informação necessária de como organizar suas finanças e acabam criando um déficit mensal. Para ilustrar isso, de acordo com a Folha de São Paulo, cerca de 67% da população brasileira criaram dívidas em 2020. Esse dado evidencia como a educação financeira é necessária para combater o consumismo.
Ademais, o filme estadunidense “Os delírios de consumo de Becky Bloom” retrata a história de Rebecca, é uma garota que adora fazer compras e seu vício a leva à falência. De maneira análoga, a precariedade da educação financeira na nação verde-amarela pode causar o endividamento de diversos tupiniquins, por não saberem como lidar com sua renda. Assim, a ausência de capital gera impactos psicológicos às pessoas que contraem o déficit monetário, como ansiedade, síndrome do pânico e até depressão, tornando-se um problema de saúde pública. Nesse sentido, nota-se a ineficiência da Constituição Federal que em seu Artigo 6° garante o acesso ao bem estar coletivo a todos os cidadãos brasileiros, visto que a ausência de ensino sobre administração dos rendimentos pessoais acaba por impactar na qualidade de vida dos indivíduos. Tal contexto demonstra um quadro de caos que necessita de mitigação.
Portanto, medidas são necessárias a fim de diminuir os impactos da temática. Cabe, então, ao Ministério da Educação implantara educação financeira como matéria obrigatória nas escolas, importante meio para a construção do indivíduo, por intermédio de verbas advindas de operações contra a corrupção, como a Lava-Jato, com o objetivo de minimizar os quadros de endividamentos no país e também os transtornos psicológicos gerados pelo déficit monetário. Com essa medida, o Brasil se aproxima da utopia proposta por José de Alencar.