A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 23/10/2021

O renomado filme “Os delíros de consumo de Becky Bloom” discorre sobre uma personagem viciada em fazer compras e como esse vício afetou a sua vida após ter ficado endividada, por causa do consumismo. Nessa atmosfera, sendo a arte mera imitação da realidade, o tema abordado abre margem para um assunto importantante no Brasil: a educação financeira na vida do cidadão. Dessa forma, pode-se afirmar que a negligência governamental e a abordagem insuficiente do assunto agravam o problema em questão.

Em primeira instância, é relevante abordar que o papel do Estado em oferecer um suporte digno a sociedade. Nesse viés, segundo Milton Santos, é dever estatal a garantia do bem-estar coletivo. Entretanto, o Poder Público se mostra incapaz de investir em ensino básico, a exemplo da não inserção de uma disciplina sobre a educação econômica obrigatória - desde do ensino fundamental - além da escassez da capacitação de profissionais para exercer tal função de forma qualitativa. Desse modo, equanto o silêncio do Estado se mantiver, o brasileiro continuará sem instrução prévia de como funciona mundo financeiro.

Ademais, vale destacar a falta de questionamento sobre o tema pelos familiares. Sob essa ótica, de acordo com Sócrates, a chave para o conhecimento é o diálogo. Com efeito, além de contrariar o que precursou o filósofo, a perpetuação da inexistência do debate motiva a ocorrência de outros obstáculos, como o consumismo desenfreiado, transtornos emocionais, brigas familiares, podendo afetar até o próprio país, por falta de informação. Nesse sentido, bloqueiam a possível transmissão de aprendizado familiar para as gerações futuras, obtendo, cada vez mais, cidadãos excluídos do universo econômico.

Ante o exposto, portanto, é perceptível a importância da educação financeira na sociedade. Sendo assim, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com a escola, efetive essa abordagem como disciplina obrigatória na carga horária, desde o ensino de base, por meio da capacitação de professores, com a finalidade de obter menos sujeitos inadimplentes, mas sim, organizados financeiramente. Somado a isso, a mídia, em parceria com o Ministério da economia, crie estratégias de introdução desse assunto no âmito familiar, por meio de uma roda de debates mensais, com os responsáveis compartilhando suas dúvidas, com o fito de desmostrar a relevância da discussão e aprendizado para a formação do futuro da população. Só assim, ao contrário de Becky Bloom, os seres humanos saberão consumir de forma correta e assertiva.