A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 05/09/2021
Anteriormente à Crise de 1929, o acentuado desenvolvimento da economia dos Estados Unidos reverberou no estilo de vida da população, já que a expansão de créditos sem regulação estatal suscitou o consumismo pelos norte-americanos. Já no Brasil, o qual, em contrapartida, não se encontra economicamente desenvolvido, a responsabilidade da má administração do dinheiro e do consumismo se dá à improficiência e negligência das instituições sociais, como a escola e a família, o que suscita o uso equivocado e inadequado de recursos financeitos por parte do conjunto social.
Incipientemente, é imprescindível apontar o restrito modelo de ensino brasileiro como um fator limitante ao desenvolvimento de conhecimentos financeiros no brasil. Nesse sentido, é válido referenciar o sociólogo Edgar Morin, que defende um sistema pedagógico baseado na multiplicidade de saberes, necessário para mudar a tradição educacional. Sob essa ótica, evidencia-se que as instituições de ensino têm papel fundamental na formação do cidadão, devendo, assim, instruir os alunos acerca de múltiplas habilidades. Por esse motivo, é conveniente afirmar que a educação financeira deve ser implementada nas escolas, ambiente essencial para a formação pessoal, contribuindo, desse modo, para transformações educacionais e para o desenvolvimento da capacidade de administrar conscientemente o dinheiro.
Concomitantemente, a esfera familiar é igualmente responsável por habilitar financeiramente o indivíduo. Segundo Émile Durkheim, a displicência familiar em sua função de educar e estimular comportamentos apropriados acarreta graves consequências à formação das pessoas. Dessa maneira, ao não introduzir o contato com conhecimentos sobre o dinheiro – como sua importância e formas de administrá-lo – e, até mesmo, ao não controlar corretamente os gastos, a família tende a criar condutas semelhantes nos filhos, o que ocasiona, posteriomente, o consumismo exacerbado, endividamentos e a perda de recursos monetários devido à sua má administração.
Portanto, revela-se indispensável a implementação da educação financeira no Brasil. Por esse motivo, é necessário que o Ministério da Educação amplie a o modelo de ensino brasileiro a partir da implementação obrigatória, na matriz curricular das escolas, da disciplina “Conhecimentos Monetários”, no qual deve-se ensinar, por exemplo, que o dinheiro é fruto de árduos esforços trabalhistas, bem como as bases de sua administração correta e noções sobre aplicações em bancos e cartões de crédito. Objetiva-se, por conseguinte, capacitar a sociedade acerca do tema para evitar, posteriormente, consequências negativas em relação ao uso indevido se seus bens financeiros.