A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 20/09/2021
Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, a qual é marcada pela ausência de conflitos e problemas sociais. No entanto, fora da ficção, percebe-se que tal corpo social não condiz com a realidade brasileira, haja vista que a educação financeira- importante ferramenta para vida dos cidadãos- não é discutida e propagada como deveria no Brasil. De certo, esse impasse se dá pela negligência governamental e pela falta de informações escolares.
Diante desse cenário, pode-se destacar a passividade do Estado no que tange a discussão sobre a importância da educação financeira na vida dos brasileiros como um dos agentes que tonifica o entrave. Nesse viés, de acordo com o portal de notícias UOL, no ano de 2018, cerca de 62,6 milhões de brasileiros tiveram seus nomes negativados no spc. À luz dessa perspectiva, fica claro que a negligência do governo na elaboração e na disseminação de informações- bem como palestras em espaços públicos e a promoção de debates por meio dos veículos midiáticos, como redes televisivas e cibernéticas- a fim de conscientizar à população sobre a importância da educação finaceira colabora para que os cidadãos não saibam a necessidade da educação financeira em suas vidas. Dessa forma, a escassez de medidas do Estado corrobora com a problemática presente no corpo social brasileiro.
Outrossim, vale ressaltar a parcialidade das instituições escolares- devido a insuficiência de informações sobre educação financeira nas redes de ensino nacional- como um vetor que favorece com o impasse. Nessa ótica, segundo Rubem Alves- importante escritor brasileiro- as escolas podem ser comparadas com asas ou com gaiolas, pois podem proporcionar voos ou condições de exclusão e segregação informacional. Desse modo, a falta de aulas e campanhas- ministradas por sociólogos e educadores formados em economia- nas escolas, demostrando os discentes e a população da necessidade e importância do estudo de finanças colabora para perpetuação do problema. Dessa maneira, é indubtável que ações devem ser tomadas para conscientizar os indivíduos da relevância da educação financeira para a sociedade.
Sendo assim, portanto, urge ao Governo Federal a elaboração de palestras por meio dos veículos midiáticos com o fito de valorizar e conscientizar a população da necessidade sobre o estudo de finança. Ademais, cabe ao Ministério da Educação a criação de aulas e campanhas- ministradas por profissionais formados em economia e sociólogia- por intermédio da ampliação da BCC- Base Comum Curricular- assim, mostrando a importância da educação financeira na vida dos cidadão e tornar a realidade cada vez mais próxima da teoria de Thomas More.