A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 21/09/2021
A Constituição Federal de 1988 garante a todos os brasileiros o direito à educação. Entratanto, a prática deturpa a teoria, visto que grande parte da população não tem acesso a uma educação financeira. Nesse contexto, é importante analisar como a omissão escolar contribui para a manutenção dessa problemática, que pode resultar em má gestão financeira e inadimplência dos cidadãos.
Diante desse cenário, acerca da lógica referente ao processo da educação financeira, é válido retomar o aspecto supracitado quanto à omissão escolar. A esse respeito, Rubem Alves, importante educador brasileiro, defende que as escolas podem ser comparadas a asas ou a gaiolas, pois, podem proporcionar voos ou condição de alienação. Nesse sentido, nota-se que ao excluir da base nacional comum curricular conteúdos que abordem finanças, como administração das contas e consumo, o Ministério da Educação dificulta o desenvolvimento de habilidades económicas. Consequetemente, os jovens que não tiveram contato com uma educação financeira, torna-se adultos que não sabem lidar com o dinheiro, utilizado-o de forma negligente, ficando, assim, presos a gaiolas da ignorância.
Aliado a isso, o resultado direto dessa carência educacional é a má gestão das finanças. Desse modo, segundo o psicanalista Freud, as ações aprendidas na infância refletem na vida adulta. Nesse viés, de acordo com dados do SPC ( serviço de proteção ao crédito), cerca de 62,6 milhões de brasileiros terminaram 2018 com alguma conta atrasada e com o CPF negativado. Com efeito, esses dados traduzem a consequência de uma educação defasada, ou seja, como foi postulado por Freud, o que é feito ou deixado de lado na infância, tem frutos por toda a vida. Dessa maneira, um indivíduo sem instruções financeiras torna-se ignorante quanto à economia e pode fazer parte das estatísticas do SPC.
Portanto, uma educação financeira de qualidade é de fuma importância, pois, ela pode formar cidadãos conscientes economicamente. Sendo assim, o Ministério da Educação- que é o órgão gestor do ensino no país- deverá altera a base curricular, por meio da inclusão de conteúdos que abordem o assunto finança, isso deverá ocorre por intermédio de palestras e rodas de conversas com economistas e administradores em parceira com as disciplinas de matemática e sociologia, a fim de que os jovens desenvolvam habilidades financeiras e apredam a lidarem com o dinheiro, evitando a inamdiplência. Logo, será possível que a escola seja como asas, proporcionado o cumprimento dos preceitos normativos.