A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 22/09/2021

De acordo com Adam Smith, filósofo e economista britânico, afirmava que a riqueza de um país mede-se pela riqueza de seu povo. Nesse contexto, verifica-se como a importância educacional financeira na sociedade reflete um cenário desafiador seja pela desigualdade social, seja pela imparcialidade no sistema educacional como entraves a serem superados.

De início, é importante ressaltar como o contraste social presente no Brasil é um empecilho para o desenvolvimento financeiro da população. Nesse sentido, o Coeficiente de Gini foi desenvolvido com o intuito de medir as desigualdades de uma sociedade, por exemplo, de renda, de riqueza e de educação. Nessa lógica, esse índice revelou que a discrepância social no país teve um aumento em 2017 decorrente da crise econômica, o que, consequentemente, prejudica financeiramente o país e os cidadãos até os dias atuais. Dessa forma, é preciso que a população tenha orientação e gerência no controle individual monetário.

Ademais, a educação brasileira é ineficiente em trabalhar ações pedagógicas que ensine sobre finanças no cotidiano. Segundo o renomado educador Paulo Freire, ele afirma que sem educação a sociedade não muda. Dessa maneira, corrobora-se a necessidade de proporcionar conhecimento na grade curricular desde o ensino básico sobre administração financeira, pois sem esse discernimento ao longo da vida, transformará as crianças em adultos “geradores de dívidas”, sem um planejamento prévio, acumulando cada vez mais contas atrasadas como demonstrado por dados do Serviço de proteção ao crédito, que no Brasil cerca de 62,6 milhões de pessoas terminaram o ano de 2018 com contas atrasadas e CPF negativado. Portanto, é indispensável o investimento educacional financeiro, tendo em vista que é um dos motivos para o progresso e equilíbrio social.

Diante desse contexto, é necessário, portanto, a adoção de medidas que valorizem a educação financeira no país. Cabe ao Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Economia inserirem na grade curricular a disciplina de educação financeira nas escolas, com a disponibilidade de professores economistas, com aulas e atividades lúdicas sobre a temática para crianças e jovens. Essa ação, terá finalidade de desconstruir a cultura de descontrole econômico no país garantindo orientação e independência econômica. Além disso, urge que o Ministério da Ciência e Tecnologia, promover plataformas online, como sites, canais e páginas de cunho informativo, que além de apresentar dados e estratégias monetárias ao internauta, possuam consultoria gratuita que auxilie o usuário na sua vida financeira, possibilitando um país menos desigual socioeconômico e preparado em tempos de crise.