A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 20/09/2021

A Constituição Federal de 1988 – norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro – assegura a todos o direito à educação e ao bem - estar social. No Brasil hodierno, entretanto, essa regalia não se faz presente na realidade, haja vista a desinformação sobre o que seja educação financeira favorece para que haja uma enorme dificuldade da população em gerenciar suas economias, configurando-se, dessa forma, um quadro preocupante para o desenvolvimento do país. Isso se evidencia, principalmente, pela lacuna educacional, como também pela omissão midiática.

Diante de cenário, destaca-se a falha educacional como propulsora do evento. Segundo Immanuel Kant, filósofo alemão, o ser humano não é nada além daquilo que a educação faz dele. Tal pensamento pode ser comparado à atual conjuntura, uma vez que a escassa abordagem acerca da educação financeira nas salas de aulas faz com que haja desinformação sobre o tema, visto que as escolas, em sua maioria, prioriza o ensino convencional, que busca repassar para os alunos o conteúdo em si, em detrimento, muitas vezes, da formação humana, que ensina valores que ajudam a lidar com os problemas, por exemplo, a questão financeira. Desse modo, esse panorama retarda a resolução da problemática, já que a negligência escolar favorece a perpetuação desse quadro nocivo.

Além disso, nota-se a ausência de discussão sobre a educação financeira nos veículos comunicativos como impulsionadora do impasse. Isso pode ser comprovado pelo filósofo francês Michel Foucault, o qual diz que na sociedade pós-moderna, muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas, o que legitima a falta de debates sobre administração monetária nos veículos midiáticos, por ser vista como algo que não trará lucratividade por ter baixa adesão da população, ocasionando pouca audiência. Por conseguinte, os meios de comunicaçoes possibilitam o silenciamento acerca da temática, favorecendo um desconhecimento a respeito da educação financeira e, consequentemente, resultando no endividamento da população. Logo, ocorre a banalização do processo  informativo financeiro pela mídia, a qual contribui para a manutenção do problema.

Urge, portanto, a efetivação de medidas para a resolução da problemática que envolve a educação financeira no Brasil. Nesse viés, o Ministério da Educação, responsável pela formação de cidadãos, deve reformular a matriz curricular educacional com foco na implementação de conteúdos voltados para abordagem do ensino financeiro nas salas de aulas, por meio de políticas públicas, a fim de reverter de essa conjuntura econômica que afeta a população. Ademais, a mídia, precisa informar ao corpo social acerca da administração monetária e de como lidar com seus entraves. Espera-se, com isso, minimizar essas eventualidades  e, assim, garantir os direitos previstos pela Constituição Federal.