A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 24/09/2021

A importância da educação financeira na vida do cidadão

A Finlândia -país da Europa que se destaca em índices educacionais- proporciona aos estudantes, desde os anos iniciais, sólidos conhecimentos acerca de finanças. Contudo, no Brasil, o nível de formação econômica vai de encontro ao evidenciado na nação europeia, haja vista a deficitária educação financeira em vigor no país. Logo, urge destacar a lacuna educacional e a negligência familiar como principais responsáveis pela permanência do óbice.

Diante desse cenário, faz-se importante analisar a defasagem na formação escolar e o seu efeito na problemática. Segundo Paulo Freire, educador brasileiro, a escola precisa romper com os métodos ultrapassados que não despertam a criticidade dos estudantes, uma vez que os deixam presos em bolhas as quais limitam a curiosidade. Sob essa lógica, é notável, hodiernamente, que grande parcela das instituições de ensino ainda não inseriu em sua grade curricular técnicas sobre a importância e o uso correto do dinheiro, o que resulta em uma sociedade com frágeis conhecimentos econômicos. Logo, é ilógico pensar que num país que se consagra desenvolvido, o ensino sobre capital seja colocado em segundo plano pela escola.

Pontua-se, além disso, o escasso estímulo dos familiares como outra peça-chave dessa questão. Acerca disso, consoante o renomado sociólogo Talcott Parsons, a família -enquanto instituição social- tem papel fundamental na formação dos indivíduos. No entanto, a conjuntura atual de descaso para com os jovens vai de encontro ao pensamento do sociólogo, visto que a parentela, no século XXI, não estimula, de forma eficaz, os filhos desde pequenos a saberem o valor do dinheiro, para que quando se tornarem adultos, não desperdiçarem suas economias com coisas desnecessárias. Dessa forma, enquanto o núcleo parental se mantiver omisso, difícil será formar uma geração que saiba lidar com capital.

Em suma, medidas devem ser tomadas para o fim do revés. Nesse sentido, cabe, portanto, ao poder público, no papel de garantidor de direitos fundamentais, por intermédio de uma capacitação de profissionais da educação, reformular a grade curricular de algumas escolas, com o intuito de oferecer à população juvenil aulas com foco em finanças. Além disso, compete à família incluir seus filhos em contato com os gastos da casa e conversar sobre rendimentos e aplicações. Dessa forma, poder-se-ia presenciar um Brasil em progresso e livre dos impasses gerados pelo deficitário ensino monetário.